Dilma concede entrevistas à Band e ao SBT nesta terça

Nas primeiras entrevistas após a reeleição, a presidente falou sobre união e defendeu proposta da reforma política

Rafael Moraes Moura, O Estado de S. Paulo

28 de outubro de 2014 | 14h24

Brasília - A presidente reeleita Dilma Rousseff concede nesta terça-feira, 28, entrevistas ao SBT e à TV Bandeirantes. A entrevista ao Jornal da Band será ao vivo, com entrada no ar prevista para as 19h20. Ao telejornal SBT Brasil, não há confirmação se a entrevista será ao vivo ou previamente gravada. A grade do SBT informa que o SBT Brasil começa às 19h45. As entrevistas de Dilma ao SBT e à Band foram informadas no Twitter, logo após as entrevistas concedidas às redes Record e Globo, na noite dessa segunda. "Amanhã, as entrevistas serão à Band e ao SBT", citou o perfil "@dilmabr".

Em suas primeiras entrevistas depois de ser reeleita para mais quatro anos de governo, a presidente Dilma Rousseff rechaçou a possibilidade de um “3º turno” da disputa política e disse que o momento é de união de todos os brasileiros e diálogo, inclusive com setores que não a apoiaram, para a realização das reformas estruturais que o País precisa. E afirmou que anunciar até o fim do ano medidas para “transformar e melhorar o crescimento da economia”.

“Eu externei ontem (domingo) que não ia esperar a conclusão do primeiro mandato para iniciar ações no sentido de transformar e melhorar o crescimento da nossa economia”, disse ela, defendendo a abertura de dialogo com todos os segmentos. Pretendo colocar de forma muito clara quais são as medidas que vou tomar. Agora, não é hoje”, afirmou durante entrevista ao Jornal Nacional nesta segunda-feira.

Segundo a presidente, “é hora de todos nós nos unirmos para garantir um futuro melhor para o País e abrir um diálogo amplo com todas as forças produtivas, sociais e o setor financeiro também. A partir de agora o clima é de construção de pontes e não de buscar a diferença entre as pessoas”, disse Dilma, em entrevista ao Jornal da Record.

À Rede Globo, Dilma afirmou não acreditar que as denúncias na Petrobrás causem instabilidade política ao seu segundo governo. “Não acredito em instabilidade política em se prender corrupto e corruptores”, disse ela, fazendo uma defesa às instituições brasileiras. “Acho que a sociedade brasileira exige uma atitude que interrompa uma sistemática impunidade que ocorreu neste país ao longo da nossa história.”

Nessa segunda, a presidente reeleita demonstrou irritação ao ser questionada sobre os nomes do futuro ministério. Indagada sobre a possibilidade de nomear o presidente executivo do Bradesco para o Ministério da Fazenda, Dilma reagiu. “Você está lançando um nome?" Dilma indicou que a ideia é fazer uma reforma ampla do ministério e não apenas substituir Guido Mantega na Fazenda.

“Eu gosto muito do Trabuco mas não acho que seja o momento nem a hora de discutir nomes. No tempo exato darei o nome e o perfil de todos meus ministros. Não vou só discutir um ministro, vou discutir todo o meu ministério”, disse Dilma.

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