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Dilma canta vitória em Minas e diz que ‘essa eleição virou’

Em Uberaba, candidata do PT reforça raízes mineiras e volta a criticar a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso

Ricardo Galhardo e Gustavo Porto, ENVIADOS ESPECIAIS/O Estado de S. Paulo

22 de outubro de 2014 | 21h27

UBERABA - Faltando ainda cinco dias para a eleição mais disputada das últimas décadas, a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, disse nesta quarta-feira, 22, que conseguiu virar o jogo no confronto contra o tucano Aécio Neves. “Até a vitória no dia 26. Essa eleição virou”, afirmou Dilma, em Uberaba, para uma plateia formada por cerca de mil militantes do PT.

Dilma foi a primeira colocada no 1.º turno e está em situação de empate técnico com o Aécio segundo as pesquisas Ibope e Datafolha. Desde segunda-feira, no entanto, a petista passou a registrar uma vantagem numérica sobre o tucano: 52% a 48% dos votos válidos.


Na reta final da disputa o comitê de Dilma, que detectou uma ameaça de crescimento de Aécio em Minas Gerais, apostou em reforçar as raízes mineiras da candidata. Para isso escolheram uma cidade com a qual a presidente tem fortes vínculos familiares e emocionais.

Os pais dela, Pedro e Dilma, se conheceram em Uberaba, antes de irem morar em Belo Horizonte. A presidente fez questão de lembrar isso durante o rápido discurso. “Numa eleição a gente tem de voltar às raízes, olhar de onde e de quem nós saímos e eu saí do berço mineiro, saí dessa terra das Gerais. Chegando ao fim não poderia deixar de vir aqui a Uberaba, onde a família da minha mãe viveu muitos anos.”

Foi a segunda vez que Dilma visitou a cidade do Triângulo Mineiro neste ano. Em maio, na abertura da tradicional Expozebu, Dilma foi vaiada três vezes durante seu discurso. Dez dias antes do 1.º turno, também em Uberaba, Aécio disse que o Brasil teria o primeiro presidente mineiro desde Juscelino Kubitschek - uma provocação pelo fato de Dilma ter construído carreira no Rio Grande do Sul. 

Nesta quarta a candidata retomou os ataques aos governos dos PSDB e afirmou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) bateu o recorde de desemprego em 2002. “Nós sabemos que é que no passado desempregou. Sabemos quem é que bateu o recorde de desemprego em 2002: o governo de Fernando Henrique Cardoso”, disse ela em um rápido comício após um passeio em carro aberto nas ruas central em Uberaba.

Confusão. Enquanto Dilma falava, um grupo com dez estudantes de medicina que protestava contra o programa Mais Médicos, do governo federal, foi expulso por militantes do PT durante o ato político. Os estudantes chegaram, com bandeiras e adesivos do candidato tucano Aécio Neves, gritando palavra de ordem como “Ei, Dilma, vai tratar no SUS”.

Quando o protesto começou a chamar a atenção de políticos que acompanhavam Dilma, a campanha posicionou um carro de som em frente aos estudantes. Ao tentarem se reposicionar, os manifestantes foram cercados por militantes petistas e obrigados a recuar sob gritos de “fascistas” e “coxinhas”. Apesar das hostilidades, não houve agressões.

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