Dilma admite falhas e quer melhor controle do Bolsa Família

Em meio a investigações da Polícia Federal sobre os boatos de que o Bolsa Família seria extinto, a presidente Dilma Rousseff disse ontem que o episódio mostra que é preciso aprimorar o sistema de segurança do programa. "O que a gente pode tirar de bom disso? Podemos tirar que vamos estar sempre mais atentos para essa possibilidade, porque durante dez anos não houve isso, nunca houve isso. Agora você vai ter de incorporar aos seus mecanismos, através dessa auditoria, mais isso. Vamos saber que é possível que haja corridas. Então, esse processo é muito importante que seja transformado num ganho para o programa Bolsa Família", afirmou a presidente, antes de participar de um evento comemorativo dos 50 anos da União Africana, na Etiópia.

RAFAEL MORAES MOURA, ENVIADO ESPECIAL / ADIS-ABEBA, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2013 | 02h05

Ela também admitiu a possibilidade de falhas. "Somos humanos, pode ter tido falhas. O que estou dizendo é o seguinte: não é uma falha tópica que explica (a ida de pessoas a agências da Caixa em) 12 Estados", disse. "Não há processo que não tenha falhas."

Dilma salientou que aguarda o fim das investigações para se posicionar sobre o assunto. "Enquanto não houver alguma avaliação concreta e profunda, nós não emitiremos opinião. (...) Estamos empenhados na investigação por dois motivos. Um, porque pode ter sido um delito. Dois, porque nós temos de aprender com todos os episódios."

A investigação da PF aponta que as informações falsas teriam partido de um telemarketing e de mensagens enviadas para celulares. Segundo o jornal O Globo, a sede do telemarketing fica no Rio de Janeiro. A Caixa admitiu em nota que alterou, sem aviso prévio, o calendário de pagamento do benefício no dia 17, na véspera da confusão, como noticiou ontem a Folha de S.Paulo.

Barroso. Dilma também negou que o julgamento do mensalão não influenciou a escolha do advogado Luís Roberto Barroso para o Supremo Tribunal Federal. "Nós não avaliamos esse aspecto. Ele é um grande constitucionalista. Foi escolhido pela biografia. Construiu essa biografia fora do Supremo."

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