Diante da demissão, PDT quer substituto de fora do partido

Para dar uma resposta imediata a mais uma onda de denúncias de corrupção na sua gestão no Ministério do Trabalho, o PDT pedirá ao Palácio do Planalto a indicação do substituto do secretário executivo da pasta, Paulo Roberto Pinto, demitido anteontem sob suspeita de participar de um esquema de desvio de verbas. A preferência é por um quadro da Controladoria-Geral da União (CGU), desvinculado do partido e funcionário público de carreira.

BASTIDORES: Caio Junqueira, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2013 | 02h09

Setores do partido chegaram nesta quarta-feira, 11, a defender a entrega do ministério à presidente Dilma Rousseff, uma vez que predomina a avaliação entre os trabalhistas de que a pasta está esvaziada de suas funções originais ou, no que lhe resta, sob controle dos petistas. O principal programa de qualificação profissional do governo federal, o Pronatec, por exemplo, está sob o comando do Ministério da Educação, de Aloizio Mercadante. A área de relações do trabalho é controlada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), braço sindical do PT.

O único obstáculo para deixar o ministério é o receio de que o atual ministro, Manoel Dias, seja taxado como mais um pedetista faxinado da Esplanada dos Ministérios. E sua eventual saída abra caminho para a volta do ex-ministro Brizola Neto, adversário interno no PDT do ministro, do presidente da legenda, Carlos Lupi, e do líder da bancada na Câmara, André Figueiredo (CE).

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.