Dia da Mentira e de protesto

Manifestantes ironizam 48º aniversário do golpe

SUZANA INHESTA, AGÊNCIA ESTADO, IVAN MARSIGLIA, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2012 | 03h03

Cerca de 200 pessoas participaram de manifestação ontem, em São Paulo, contra a impunidade de acusados pela tortura e desaparecimento de presos políticos no regime militar.

O protesto foi organizado pelo Cordão da Mentira, grupo de ativistas políticos, companhias de teatro e sambistas de diversas escolas da capital paulista.

A data foi escolhida para coincidir com o Dia da Mentira, ontem, e com o aniversário de 48 anos do golpe militar, ocorrido no dia 31 de março.

"O Brasil é o único país da América Latina que não julgou os criminosos da ditadura", disse uma das organizadoras do protesto, Priscila Oliveira. "Como não tivemos esse julgamento, temos heranças, marcas ainda presentes de repressão e violência contra movimentos sociais e o direito de livre expressão."

Sobre um pequeno trio elétrico, os manifestantes fizeram esquetes de teatro satirizando a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que, 13 dias antes do golpe de 1964, convocava o Exército a se levantar "contra a desordem e a subversão".

A passeata partiu do Cemitério da Consolação e passou pela Rua Maria Antônia, onde foi morto o estudante secundarista José Guimarães, pela sede do jornal Folha de S.Paulo e pela antiga sede do Departamento de Ordem Política e Social (Dops).

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