Dez cidades vão às urnas no domingo

Eleitores de dez cidades em cinco Estados do País voltam às urnas neste domingo para eleger novos prefeitos. Isso porque os nomes eleitos na sucessão em outubro de 2012 foram cassados ou tiveram o registro indeferido pela Justiça Eleitoral.

José Maria Tomazela / Sorocaba, O Estado de S.Paulo

04 de julho de 2013 | 02h03

A legislação prevê nova eleição quando o candidato impugnado obtém mais de 50% dos votos válidos, como ocorreu nesses dez casos. Ao todo, 121.310 eleitores serão obrigados a votar outra vez.

No Estado de Goiás, haverá eleições nas pequenas cidades de São Domingos (7.660 eleitores), Nazário (7.140) e Flores de Goiás (6.736).

Em Mato Grosso, o novo pleito ocorre em Juara (23.839 eleitores e Glória D'Oeste (2.492).

Os 30.318 eleitores do município de Brejo da Madre de Deus também voltam às urnas em Pernambuco. Já no Rio Grande do Sul, está marcada nova eleição em São José do Ouro, com 5.891 eleitores.

Em Mato Grosso do Sul, os municípios de Figueirão (2.471 eleitores), Jardim (17.849) e Bela Vista (16.738) elegem novos prefeitos. Os municípios de Caracol, no mesmo Estado, e Crissiumal, no Rio Grande do Sul, também tinham eleições marcadas para domingo, mas os pleitos foram suspensos pela Justiça Eleitoral.

Desde o início deste ano, 32 municípios em 13 Estados fizeram novas eleições. Há outras nove cidades com pleitos marcados para o segundo semestre.

Na maior parte dos casos, os eleitos infringiram a lei eleitoral ou foram barrados pela Lei da Ficha Limpa, que vigorou pela primeira vez em período eleitoral na sucessão municipal do ano passado. Segundo essa lei de iniciativa popular aprovada em 2010, uma pessoa não pode tomar posse de cargo eletivo se for condenada por um colegiado de magistrados. Houve polêmica se ela passaria a valer naquele ano de 2010, quando as eleições federal e estaduais foram disputadas - ela acabou tendo seus efeitos validados somente dois anos depois,

A Justiça Eleitoral afirma que vem movendo ações para cobrar dos prefeitos cassados o custo das novas eleições.

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