Dez ambulantes são presos em Roraima por boca de urna

Dez ambulantes são presos em Roraima por boca de urna

Eles anunciavam aos berros os preços de seus produtos, que correspondiam ao número do candidato Chico Rodrigues (PSB)

Loide Gomes, Especial para O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2014 | 17h30

Em Roraima, a Polícia Federal deteve por volta das 10h deste domingo, 26, dez vendedores ambulantes que faziam boca de urna de uma forma inusitada. Em frente aos locais de votação do bairro Raiar do Sol, em Boa Vista, eles anunciavam aos berros os preços de seus produtos, que correspondiam ao número do candidato ao governo Chico Rodrigues (PSB). As balinhas custavam 40 centavos e as galinhas, R$ 40. A PF abriu inquérito para apurar o caso.


Desde sábado, 14 pessoas foram detidas e uma foi presa, por suspeita de crimes eleitorais. A ação de fiscalização resultou ainda na apreensão de R$ 24 mil que seriam utilizados para compra de votos. Na manhã de domingo, foi presa uma pessoa que coordenava equipe fazendo propaganda de boca de urna em frente à Escola Wanda David Aguiar, no bairro Raiar do Sol. Outros quatro eleitores foram conduzidos à sede da Polícia Federal, no bairro Caçari. Eles estavam fazendo pesquisa de boca de urna que não tinha registro no Tribunal Regional Eleitoral de Roraima.

No sábado, os agentes apreenderam R$ 5.406, agendas, cadernos, cópias de RG, CPF e títulos de eleitor no município de Mucajaí, a cinquenta quilômetros da capital Boa Vista. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em três endereços no bairro Canarinho, em Boa Vista, vinculados a um inquérito policial que apura compra de votos. No município de Alto Alegre, foram outros sete mandados, com a apreensão de R$ 15 mil, documentos e arma de fogo. Na fronteira do Brasil com a Venezuela, no município de Pacaraima, a Polícia Federal confiscou outros R$ 4 mil, documentos, anotações e mídia que confirmavam indícios de compra de votos em uma residência. 

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