'Deus me livre! Eu não sabia disso', diz Marta sobre folheto

Folheto da campanha ataca candidato do DEM dizendo que ele quer derrubar o presidente da República

Carolina Ruhman, da Agência Estado,

14 de outubro de 2008 | 19h53

A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, afirmou nesta terça-feira, 14, que não sabia da existência de um panfleto que ataca seu adversário do DEM, Gilberto Kassab. O documento afirma que o prefeito quer "derrubar o presidente da República". "Deus me livre! Eu não sabia disso, não", exclamou, antes de se encontrar com o bispo d. Pedro Luiz Stringhini. "Como é que você pode acompanhar milhares de panfletos que são feitos pela campanha?", questionou a petista. Veja também:Lula reprova comportamento de Marta em ataques a KassabEnquete: estado civil do candidato interfere no voto? Blog: Leia os principais momentos do debate na Bandeirantes  Especial: Perfil dos candidatos em São Paulo 'Eu prometo' traz as promessas de Marta e Kassab Geografia do voto: Desempenho dos partidos nas cidades brasileiras Confira o resultado eleitoral nas capitais do País As principais promessas dos candidatos  Não foi a primeira vez que Marta disse não ter conhecimento sobre peças de sua campanha. Há poucos dias, a candidata disse desconhecer a inserção na TV que questionava se Kassab é casado ou tem filhos. Procurando se eximir da responsabilidade sobre o folheto, Marta fez questão de ressaltar: "Eu acompanho a elaboração de propostas para a cidade. Esse é meu comprometimento". E aconselhou os jornalistas a falarem com seu coordenador de campanha, o deputado federal Carlos Zarattini (PT), para discutir o conteúdo do folheto. "Tem que ir ao Carlos Zarattini, não sei por que vocês estão perguntando para mim", tergiversou. Ela atribuiu ao "dinamismo" o fato de não conseguir acompanhar a elaboração das peças publicitárias. Marta sustentou a acusação contida no mesmo panfleto de que Kassab teria reduzido exames pré-natal para gestantes negras em 22 das 31 subprefeituras. Kassab já afirmou que vai processar criminalmente Marta por conta do conteúdo do folheto. "Esses são índices", defendeu-se a petista, e emendou: "Não vejo por que você vai processar criminalmente alguém por ter dito índices que estão publicados". De acordo com a assessoria da candidata, o dado citado no folheto foi retirado do site do Movimento Nossa São Paulo, ONG independente. Para Marta, o ataque contido no impresso "não é uma acusação leviana de jeito nenhum". Alckmin Marta minimizou a notícia de que Geraldo Alckmin (PSDB), terceiro colocado na disputa municipal, participou nesta terça de ato de campanha de Kassab e demonstrou seu apoio ao prefeito. Segundo ela, Alckmin é um homem "partidário". "Se tem uma pessoa que tem uma coerência partidária, eu conheço, é o Alckmin. Nunca esperei que ele se portasse de forma diferente", disse, aproveitando para tecer um elogio ao tucano. Marta retomou o discurso de que "o importante no segundo turno são os eleitores dos candidatos". E aproveitou para destacar o apoio recebido por ela de três sindicatos ligados à Força Sindical que votaram no primeiro turno em Alckmin. "Fiquei muito satisfeita", referindo-se ao apoio recebido pela categoria dos frentistas, do comércio e dos alimentos. Ela aproveitou para fazer uma avaliação da situação de Alckmin nesse segundo turno e solidarizou-se com ele: "Acho que ele teve que ficar uns dias para elaborar o que aconteceu, porque foi muito duro". Hetero Marta não quis comentar a reação de Kassab à propaganda da petista que questionava sobre a vida pessoal do prefeito. Hoje, durante sabatina promovida pelo jornal Folha de S.Paulo, Kassab negou que seja homossexual. "Eu não tenho nenhum comentário a fazer e acredito que se ele quis se manifestar, ele sentiu essa necessidade e se manifestou", afirmou Marta, que acrescentou: "Não tenho nenhum comentário a fazer, nem contra, nem a favor".

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