Designer urbano de NY defende prédios mais altos em SP

O debate sobre a verticalização de São Paulo costuma acirrar ânimos. Defensores dizem que uma cidade compacta, com alta densidade de residências, escritórios e serviços em uma área com infraestrutura suficiente, aumenta a qualidade de vida. Do outro lado, há quem diga que essa proposta só aumenta os problemas urbanos já existentes.

O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2012 | 03h05

O designer urbano Thaddeus Pawloski, que trabalha no Departamento de Planejamento da Cidade de Nova York e foi um dos palestrantes de ontem do evento Arq.Futuro, acredita que São Paulo poderia ser uma cidade melhor se desse mais atenção ao primeiro grupo.

"Áreas no centro da cidade, onde há bastante emprego e pouca gente morando, poderiam ser muito mais verticalizadas do que são. Grandes prédios aproximam pessoas do seu trabalho e aumentam o fluxo de pedestres nas ruas, o que incentiva o comércio e diminui a sensação de insegurança", afirmou Pawloski.

O designer urbano disse que ficou surpreso ao saber que, na capital paulista, o limite de área útil que um prédio poder ter é apenas quatro vezes o tamanho do terreno. "No Empire State Building, em Nova York, esse coeficiente é de 30 vezes. Em áreas próximas de grandes estações de transporte, isso poderia ser a regra", contou. Pawloski defendeu medidas que deem prioridade ao pedestre e criem boas sensações ao se caminhar pela cidade. / RODRIGO BURGARELLI

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