André Dusek/Estadão
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Desafeto de Marina Silva deve assumir comando do PSB

Carlos Siqueira, que já brigou com ex-candidata, é o favorito para se tornar presidente do partido no lugar de Roberto Amaral

Pedro Venceslau E Elizabeth Lopes, O Estado de S. Paulo

09 de outubro de 2014 | 18h34

Desafeto de Marina Silva no PSB, o secretário-geral da sigla e ex-coordenador da campanha de Eduardo Campos à Presidência República, Carlos Siqueira, é o favorito para assumir na segunda-feira a presidência do partido no lugar do ex-ministro Roberto Amaral, que ficou isolado na legenda por ser contra o apoio dos pessebeistas a Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência, no 2° turno. Em agosto, Siqueira entrou em arrito com Marina e deixou a campanha disparando. "Não estou e não estarei em hipótese alguma na campanha desta senhora."

Aliado histórico do ex-governador Eduardo Campos, morto em agosto em um acidente aéreo em São Paulo, Siqueira recebeu o apoio dos principais caciques pessebistas: o deputado Beto Albuquerque, que foi candidato a vice de Marina Silva, Márcio França, eleito vice-governador de São Paulo e presidente do PSB paulista, Renato Casagrande, governador do Espírito Santo, e de todo o diretório pernambucano da legenda."Eu não reivindiquei o cargo, mas essa oportunidade surgiu a partir do debate de vários companheiros nos estados", disse ao Estado Carlos Siqueira.  

A nova direção do PSB, que será oficializada na segunda-feira, terá forte influência do diretório pernambucano do partido. O prefeito de Recife, Geraldo Julio, assumirá a secretaria-geral. O senador eleito Fernando Bezerra Coelho deve permanecer na terceira vice-presidência. Já o governador eleito, Paulo Câmara, é o virtual escolhido para ocupar a primeira vice-presidência. Liderada por Roberto Amaral e pelo senador João Capiberibe, a ala do PSB contrária ao apoio ao candidato do PSDB no 2° turno está isolada.            


   

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