Derrotado pelos fatos e absolvido pelos colegas

Alvo de denúncias, Renan perdeu a presidência, mas não o mandato

CARLOS EDUARDO ENTINI , O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2013 | 02h00

O fôlego político do senador Renan Calheiros foi testado durante sete meses de 2007. Alvo de várias denúncias, ele renunciou à presidência do Senado em dezembro, mas foi absolvido duas vezes pelos colegas.

As denúncias começaram em 25 de maio quando a revista Veja publicou reportagem sobre a ajuda que um lobista dava ao então senador para pagar suas despesas pessoais. O lobista era Cláudio Gontijo, que trabalhava para a construtora Mendes Jr. O dinheiro era destinado à jornalista Mônica Veloso, com a qual Renan havia tido uma filha fora de seu casamento. Mônica confirmou que recebia de Gontijo em dinheiro vivo.

Para provar que dispunha do dinheiro, Renan se complicou ainda mais. Disse que era proveniente da venda de gado de sua fazenda em Murici (AL). Os supostos compradores negaram a operação e as notas fiscais se comprovaram frias. Além disso, a reportagem do Estado sobrevoou a fazenda do senador e confirmou as denúncias de que parte do gado que estava em sua propriedade pertencia ao seu irmão.

Para finalizar, a Polícia Federal, apontou inconsistências na evolução patrimonial e não viu prova de que ele pagava a pensão do próprio bolso. Renan pediu afastamento do cargo por 45 dias e em setembro foi absolvido pelo plenário. Depois vieram outras denúncias, entre as quais a de que era sócio oculto de duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas, fato confirmado pelo ex-deputado João Lyra. Em dezembro, renunciou à presidência e foi novamente absolvido na Casa.

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