Derrotado no RS, Genro diz que 'acata e respeita' resultado

Derrotado no RS, Genro diz que 'acata e respeita' resultado

O atual governador do Estado perdeu por diferença de quase 20 pontos percentuais

Lisandra Paraguassu/ Enviada Especial, O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2014 | 20h54

PORTO ALEGRE - Derrotado neste segundo turno pelo peemedebista José Ivo Sartori, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, afirmou que acata e respeita a decisão das urnas e desejou uma “boa gestão” ao seu opositor. “Não era para nós ganharmos. Está demonstrado que o povo do Rio Grande queria mudanças e agora vai explorar outros caminhos. Cabe a nós respeitarmos”, afirmou o governador. 

Tarso foi derrotado com uma diferença de quase 20 pontos percentuais, depois de terminar o primeiro turno também atrás de Sartori. O governador atribuiu essa diferença ao fato do candidato ter apresentado um discurso mais “adequado à conjuntura nacional e estadual”, que inclusive tem apoio de dois partidos que, nacionalmente, estão com Dilma Rousseff, o PP e o PMDB, e negou que tenha havido apenas um “antipetismo”. “Não foi o traço principal, foi uma candidatura competente que capturou esse um terço que vai para um lado e para o outro”, disse. 

Tarso afirmou que seu governo vai fazer uma transição “com alto nível de civilidade e responsabilidade política. “Não criaremos obstáculos. Seremos oposição, mas na assembleia apoiaremos todos os projetos que sejam positivos para o Rio Grande”, afirmou.

O governador, apesar de se declarar “um pouco triste” por não ter sido reeleito, afirmou que a reeleição de Dilma Rousseff tem que ser comemorada. “Eu havia afirmado que estava em andamento um golpismo político e midiático que poderia atrapalhar as eleições, tentando bloquear a reeleição da presidente Dilma”, disse. “Eu chamei pelo próprio nome, de conspiração politica antidemocrática, com certos meios de comunicação. Mas o povo foi sábio e rejeitar essa sujeira”. 

Tarso negou que tenha planos para voltar ao governo federal e que voltará a ser “um militante político que sempre foi”, mas planeja trabalhar para ajudar a reconstruir o PT. “Planejo ajudar a reconstruir, reestruturar esse partido que está maculado por diversos problemas, ajudar a unificar a esquerda para um projeto nacional de futuro”, disse.  

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