Derrotado em SP, Padilha pede reforma política como prioridade em 2015

Derrotado em SP, Padilha pede reforma política como prioridade em 2015

Ex-ministro da Saúde acredita na reeleição de Dilma Rousseff

Vanderson Pimentel, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2014 | 17h54

Considerado um dos prodígios do PT no início das eleições, Alexandre Padilha acabou não caindo no gosto dos eleitores e terminou a eleição com apenas 18.22% dos votos em sua candidatura ao governo de São Paulo. Em entrevista à TV Estadão neste domingo, o ex-ministro da Saúde justificou que as tensões da corrida presidencial tirou o foco no Estado e espera que independente de quem assuma entre Dilma Rousseff e Aécio Neves, a discussão sobre a reforma política deve ser prioridade na pasta de 2015.

 

Mesmo com uma derrota considerável nas bancadas para deputado federal e estadual, condena a oposição e diz que a morte de Eduardo Campos, as denúncias de corrupção e o fenômeno Marina Silva foram alguns dos responsáveis por tirar o foco em São Paulo. "O PT sofreu aqui o que sofreu em várias regiões do País. A vitória da presidenta Dilma vai mostrar hoje que temos uma raiz muito profunda. Essa eleição ficou muito mobilizada para o debate nacional e escondeu as disputas estaduais. Tentaram transformar o PT na Geni dos mal feitos."

Para Padilha, a bancada do PT deve dar um pouco mais de prioridade às eleições em São Paulo em 2018. "Vamos fazer um profundo debate para avaliar qual projeto de mudança queremos para o Estado de São Paulo. Temos que olhar a agenda e entender melhor o Estado. Esse é o desafio para os próximos quatro anos".

Mesmo assim, o ex-ministro da Saúde desconversa sobre uma possível candidatura para o governo de São Paulo. "A única coisa que posso falar agora é que quero ser pai. Mas óbvio que vou continuar me dedicando ao debate político no Estado de São Paulo. Temos autoridade para fazer oposição e precisamos reconstruir um projeto", disse.

Crente na vitória de Dilma, Padilha sugere que a primeira pauta a ser discutida à partir de 2015 deve ser a forma desorganizada de se conduzir as eleições e os partidos no País. "Eu quero que o PT assuma como grande compromisso um processo intenso de reforma política no País. A sociedade não se sente representada pelos políticos que elegem. Essa é a missão de qualquer partido ou governante que assuma a presidência da República", afirmou.

Independente do vencedor entre Dilma e Aécio, Padilha afirma que os derrotados devem respeitar o resultados das urnas e se preocuparem em fazer uma oposição de respeito. "Qualquer que seja o resultado, a gente não pode admitir qualquer questionamento sobre a eleição. Não vai haver qualquer tipo de movimento golpista ou de questionar a legitimidade do presidente eleito. Acho importante a sociedade se mobilizar e quem quer que vença a eleição tem que governar".

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