Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Derrotada, Marina Silva diz que País discorda do governo do PT

Candidata do PSB, que registrou 21% dos votos válidos, declara que irá dialogar sobre seu apoio no segundo turno das eleições

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

05 de outubro de 2014 | 22h23

Marina Silva (PSB) sinalizou neste domingo que deve apoiar a candidatura de Aécio Neves (PSDB) à Presidência no 2º turno. Ela não citou nomes, mas afirmou que os brasileiros mostraram nas urnas que não concordam com os rumos tomados pelo atual governo da presidente Dilma Rousseff (PT). "O Brasil deu sinais de que não quer mais o que está aí", disse  Marina.

Apesar da sinalização, Marina disse que os partidos da coligação vão se reunir nos próximos dias para tomar uma decisão e anunciá-la à sociedade. "Estaremos dialogando entre nós, da coligação, sobre o segundo turno. Mas sabemos que o Brasil sinalizou, desde 2010, que claramente que não concorda com o que aí está", disse.

Questionada se poderia ficar neutra e não declarar apoio à ninguém, como fez nas eleições de 2010, a ex-ministra afirmou que a decisão que tomou no ano passado, ao se aliar a Eduardo Campos, foi um sinal de que estaria disposta a tomar posições.

Marina disse também que qualquer aliança será feita a partir da incorporação das propostas que apresentou em seu programa de governo. "O programa é a base de qualquer diálogo neste segundo momento", afirmou.

Em entrevista coletiva, Marina agradeceu ao partido pelo apoio durante a campanha. "Quero cumprimentar a todos os nossos militantes, nossos companheiros de jornada, nossa militância aguerrida, disse.

Votos. Marina Silva somou 21,32% dos votos válidos (22,1 milhões). A candidata, que chegou a disputar a liderança da corrida presidencial após a morte de Eduardo Campos, ficou distante de Aécio Neves, que obteve 33,56% dos votos (34,8 milhões). Dilma Rousseff ficou com 41,58% - no total, 43,2 milhões de votos.

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