Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Deputados do PT vão amplificar críticas a Alckmin no horário eleitoral

Padilha afirma que 'fase de apresentação já acabou' e que candidatos vão falar de temas como água, mobilidade urbana e segurança

Valmar Hupsel Filho , O Estado de S. Paulo

15 de setembro de 2014 | 21h06

A partir dessa semana os deputados do PT vão amplificar no horário eleitoral as críticas que o candidato do partido ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, tem feito ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que tenta a reeleição. A decisão foi tomada na noite deste domingo, 14, em reunião partidária para definição de estratégias para a reta final da campanha.

"A fase de apresentação acabou. Agora os deputados vão falar de temas que eu tenho batido no governo, como a questão da água, mobilidade urbana, segurança e educação", disse Padilha durante visita ao mercadão e São Miguel, na zona leste da capital.

Na reunião, o candidato do PT ao governo foi cobrado a "partir para cima" do governador com críticas mais fortes, de acordo com aliados que estavam presentes à reunião. O petista, no entanto, argumentou que o peemedebistaa Paulo Skaf adotou está postura e hoje está em trajetória descendente nas intenções de votos enquanto ele, ainda que de forma discreta, tem crescido.

Em terceiro lugar na disputa, o petista subiu apenas um ponto percentual, de 7% para 8%, de acordo com pesquisa Ibope divulgada quarta-feira passada, em comparação com o cenário de 2 de setembro. Neste mesmo período, o peemedebista caiu de 23%, para 18%. Alckmin segue liderando a disputa, com 48% das intenções de votos.

Antes da reunião, Padilha atribuiu seu baixo desempenho nas pesquisas ao desconhecimento dos eleitores, mesmo após 25 dias de horário eleitoral gratuito. Ele disse que na reta final da campanha vai 'colar' ainda mais sua imagem à da presidente Dilma Rousseff (PT) e no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Habitação. O candidato do PT aproveitou aproveitou a visita que fez nesta segunda-feira, 15, ao mutirão Florestan Fernandes, na Zona Leste de São Paulo, para falar sobre seu programa de governo ligado à habitação. O petista propõe a construção de 700 mil unidades pelo Minha Casa Minha Vida e em parceria com os movimentos sociais ligados à luta pela moradia.

"O governo da presidenta Dilma entregou 300 mil unidades e outras 300 mil estão em fase de construção em São Paulo sem muita ajuda do governo", disse. Ele propõe, se eleito, investir R$ 4 bilhões no segmento durante quatro anos.

O programa de governo de Padilha propõe ainda a criação de polos de desenvolvimentos regionais, a implantação do programa Cidades Sustentáveis, para municípios e ações inclusivas de desenvolvimento urbano e parcerias com movimentos sociais para a construção de casas via o programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida.

Padilha defendeu o modelo de autogestão, como o que está sendo implantado em Florestan Fernandes. Por este modelo, o dinheiro do programa federal e a compensação estadual são repassados diretamente à Organização Não-governamental (ONG) ligada à luta pela habitação, que constrói as unidades com a participação direta dos futuros moradores, sem a contratação de uma empreiteira. "Fica muito mais barato", disse o petista.

Labogen. Durante a visita, Padilha (PT) voltou a negar que o ministério da Saúde, durante sua gestão, tenha firmado contrato com o Labogen, laboratório utilizado pelo doleiro Albeto Youssef em esquema de lavagem de dinheiro desbaratado pela operação Lava Jato.

O Estado relevou nesta segunda que o dono do Labogen, Leonardo Meireles, disse à Polícia Federal, durante depoimento, que pretende cobrar na Justiça contratos firmados com o Ministério da Saúde. Ele não citou as datas dos contratos. Os valores, segundo ele, ultrapassam R$ 566 milhões.

Padilha disse nesta segunda que os contratos entre o Labogen e o Ministério da Saúde foram firmados há 10 anos e que nenhum deles foi fechado em sua gestão, entre janeiro de 2011 e fevereiro de 2014. "Se for cobrado, ele tem que cobrar do ex-ministro da Saúde do presidente Fernando Henrique Cardozo."

"Os únicos contratos foram de 10 anos atrás. Na minha gestão nunca teve e na gestão do presidente Lula nunca teve. Ele tem que cobrar do ex-ministro da Saúde do presidente Fernando Henrique Cardozo, porque só teve contrato (do Labogen) com o Ministério da Saúde quando Fernando Henrique era presidente da República", disse ele, durante ato político na zona Leste de São Paulo.

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