Ed Ferreira/Estadão
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Deputado vai à Justiça contra acusação de propina em Pernambuco

Líder do PP, Eduardo da Fonte nega ter feito oferta de dinheiro em troca de apoio ao afilhado de Campos na disputa ao governo do Estado

Angela Lacerda, O Estado de S. Paulo

24 de julho de 2014 | 10h13

RECIFE - O líder do PP na Câmara, deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), informou nessa quarta-feira, 24, que fará ainda nesta semana uma queixa-crime por calúnia e difamação contra o deputado federal José Augusto Maia (Pros-PE), no Superior Tribunal federal (STF), pela acusação de oferta de propina para apoiar o candidato do PSB ao governo de Pernambuco, Paulo Câmara.

Maia disse ter recebido oferta de dinheiro para seu partido integrar a coligação de apoio ao candidato a governador de Pernambuco Paulo Câmara (PSB), afilhado político do presidenciável Eduardo Campos (PSB). A denúncia de Augusto Maia foi revelada nesta quarta pelo jornal Folha de S.Paulo.

Maia, que era presidente do diretório estadual do PROS, acusou o presidente nacional do seu partido, Eurípedes Jr., e Fonte de serem os autores da oferta de propina.

Fonte nega a denúncia e afirma que no período em que Maia relata o encontro em Brasília para negociar o apoio, ele estava em viagem nos Estados Unidos. Fonte afirma ter viajado para Miami entre de 12 e 20 de junho. Os comprovantes da viagem serão apresentados à Justiça, afirmou o deputado.

Fonte afirmou ainda que Maia relatou datas diferentes sobre o encontro. À Folha de S. Paulo, o deputado falou 16 de junho e ao Estado, usou o jogo do Brasil contra o México como referência, ocorrido dia 17. "Como posso ter feito proposta para esse cidadão?", indagou o deputado. "Não tem explicação isso." "É um absurdo", afirmou.

Para Fonte, a acusação é uma forma de prejudicar a candidatura de Paulo Câmara ao governo. O candidato também afirmou que vai tomar medidas judiciais contra Augusto Maia. Já o presidente do PROS, Eurípedes Jr., também refutou as acusações.

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