Deputado se lança candidato e mantém apoio a tucano

Pedetista afastou-se da central sindical e vai disputar a Prefeitura, mas preservou acordo com Alckmin para 2014

O Estado de S.Paulo

18 de julho de 2012 | 03h05

Em sua estratégia de longo prazo, o pedetista Paulo Pereira da Silva afastou-se oficialmente da gestão Gilberto Kassab (PSD) e entrou na disputa pela Prefeitura paulistana. Mas manteve intacto o acordo com o PSDB do governador Geraldo Alckmin para 2014, quando o tucano tentará sua reeleição ao cargo.

Pelo acordo, Paulinho deve apoiar a tentativa do tucano de permanecer no Palácio dos Bandeirantes. Em troca, indicou Carlos Ortiz para a Secretaria de Estado de Emprego e Relações do Trabalho em março deste ano.

O aproximação com Alckmin também garante uma boa relação do PDT com PSDB nas cidades do interior, como apontam os números das alianças eleitorais locais nestas eleições municipais: o PDT apoia 97 candidatos tucanos a prefeito - de um total de 394 candidaturas.

Do PT, aliado nacional, Paulinho também se mantém próximo. Os acordos eleitorais são, no entanto, são menos numerosos. O PDT apoia 47 candidaturas petistas nas eleições municipais, de um total de 258.

Variação. Sacramentada no início de fevereiro, quando os pedetistas receberam de Alckmin a Secretaria do Trabalho, a ligação PDT-tucanos paulistas é mais um passo da extensa e variada caminhada do líder metalúrgico pelos partidos nacionais. .

Em 2002, no PTB, ele era uma estrela sindical que despontava no cenário político e foi guindado à vaga de vice na chapa do presidenciável do PPS, Ciro Gomes. A coligação incluía ainda o PSB. Em 2004, Paulinho entrou na corrida pela Prefeitura de São Paulo e não foi alem dos 86 mil votos (1,5%), ficando em quinto lugar. Em 2006, a campanha presidencial o encontrou ao lado do tucano Alckmin. Em 2010, foi condenado por improbidade adminstrativa e obrigado a devolver R$ 235 mil ao Tesouro.

No governo Dilma, brigou sempre por espaço para os pedetistas e defendeu com vigor o então ministro Carlos Lupi contra as acusações da Comissão de Ética, que pedia sua saída. "Essa comissão é muito politizada", dizia ele, defendendo Lupi. "Não sei se Dilma vai levar em consideração essa recomendação (de demiti-lo). Para mim, ela não deveria considerar", disse à época.

A reportagem do Estado tentou falar com Paulinho durante todo o dia de ontem, mas não obteve respostas até a conclusão desta edição. / GABRIEL MANZANO, COM ESTADÃO DADOS

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