Deputado reúne prefeitos em ato contra promotores

A Assembleia Legislativa de São Paulo foi palco, ontem, de manifestação pela aprovação da PEC 01, que proíbe promotores de investigarem por improbidade prefeitos, secretários de Estado e deputados estaduais e concentra tal poder nas mãos do procurador-geral de Justiça.

O Estado de S.Paulo

15 Junho 2013 | 02h10

Pelo cálculos da assessoria do deputado Campos Machado (líder do PTB), autor da PEC 01 e da convocação para o protesto, cerca de 400 políticos - entre prefeitos, vices, ex-prefeitos, vereadores e sindicalistas - participaram do "ato suprapartidário de apoio à PEC da Dignidade". Ocuparam a mesa deputados do PT, do PV e PSD, além do vereador Marquito (PTB).

Parlamentares que não apoiam a emenda estimam que menos de 300 pessoas foram ao Plenário Paulo Kobayashi, local do evento. "Recebo ligações diárias de prefeitos reclamando de perseguições políticas por parte do Ministério Público", disse Campos Machado. "São promotores recém-empossados, sem experiência e loucos por holofotes que, antes mesmo de instaurar investigação, vazam para a imprensa as informações. Depois fica provado que a ação era descabida, mas a honra do prefeito, que é seu maior patrimônio, já está irremediavelmente arranhada."

A PEC 01, por acordo no Colégio de Líderes da Casa, deve ser votada em 14 de agosto. A proposta inquieta e irrita promotores e procuradores.

Segundo a assessoria do petebista, "para evitar eventuais represálias de promotores, os organizadores do ato evitaram a divulgação da relação completa dos convidados" - o estacionamento da Assembleia abrigou apenas cinco carros oficiais de prefeituras do interior paulista.

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Fernando Elias Rosa, já tranquilizou seus pares. Ele disse que a PEC 01 "é inócua" porque, se aprovada, vai delegar competência a todos os promotores para que continuem investigando improbidade. / FAUSTO MACEDO

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