Deputado nega ter pago estudo a favor de VLT

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado José Riva (PSD), negou ter pago o estudo encomendado à T'Trans e que apenas convidou os técnicos da empresa para explicar a viabilidade de implantação do veículo leve sobre trilhos (VLT) em Cuiabá.

FÁTIMA LESSA , ESPECIAL PARA O ESTADO / CUIABÁ, O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2011 | 03h01

Em entrevista coletiva anteontem, Riva disse que nada foi pago à T'Trans. O parlamentar contou que, desde 2008, quando surgiu a ideia de Cuiabá receber um "meio de transporte moderno, seguro e viável, foram realizadas três audiências públicas para debater o assunto".

O deputado disse também que, à época da visita dos técnicos, solicitou apenas que fosse feito o reembolso das despesas com passagens aéreas. Para ele, a empresa poderá participar do processo de licitação se assim desejar.

"Em que pese no meu entendimento, acho difícil uma empresa brasileira ganhar de empresas chinesas ou coreanas, que conseguem preços melhores", disse, acrescentando que nada impede que a T'Trans, assim como outras interessadas, participem. "Aliás, temos muito a agradecer a atenção da T'Trans que se prontificou a ajudar Mato Grosso nesse contexto", afirmou.

Lobby. Riva negou também ter recebido algo da empresa para fazer lobby. Disse que é "apenas um defensor ferrenho de ações benéficas a Mato Grosso". E, nesse caso, diante das inúmeras discussões, "fui convencido de que o VLT é o mais viável para Cuiabá". Para ele, o legado que a Copa deixará para Cuiabá será o sistema de transporte moderno e eficiente para a população.

Segundo ele, o custo de implementação do VLT é estimado em R$ 700 milhões, sendo o custo total das obras de R$ 1,2 bilhão, incluindo a infraestrutura urbana. "Para o BRT são divulgados somente os R$ 489 milhões previstos para a construção dos corredores, não estando inclusos os custos dos ônibus, das desapropriações e mobilidade urbana", afirmou.

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