Deputado eleito do PSDB concorda com reforma política

Para Samuel Moreira, que também é presidente da Assembleia Legislativa de SP, tem partido que só existe para fazer coligação

O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2014 | 23h29

Após se eleger como deputado federal pelo PSDB em São Paulo, Samuel Moreira vê com bons olhos a reforma política, sugerida por Dilma Rousseff como primeira medida a ser tomada após sua reeleição neste domingo. Mesmo apoiando o voto distrital misto, que era proposto por Aécio Neves, o presidente da Assembleia Legislativa vê possíveis mudanças de forma favorável.

"O governo do País já algum tempo não toma nenhuma iniciativa em relação a reforma política. Eu não tenho nada contra a existência de partidos, mas existem muitos hoje que nem tem votos. Não é possível que partidos que não tenham votos tenham acesso a todos os direitos que outros partidos. No nosso partido, Aécio tinha uma proposta clara: voto distrital misto. Eu não gosto muito do termo de reforma, porque parece que vai mexer tudo, mas eu sou a favor de mexer em alguns pontos", disse.

Para Moreira, a reforma será essencial para diminuir a quantidade de políticos e de partidos pequenos, sendo que alguns não lutam sequer por cargos executivos. "O cidadão é vítima de um sistema que o povo não tem como acompanhar os candidatos que elegem. É muito mais fácil você acompanhar um deputado, por exemplo, do seu bairro ou região. Nós somos uma democracia representativa, respeito isso. Mas podemos estudar melhor e verificar nossas falhas. A política não pode ser feita para os políticos, deve ser feita para os eleitores, para a população. Existe partido que só existe para fazer coligação", continua o deputado.

O deputado eleito vê que o mais prejudicado é o próprio eleitor, que se confunde e depois acaba esquecendo em quem votou. "Elas não sabem de quem cobrar dentro desse partido. O voto distrital não existe isso, porque eu sei exatamente em quem eu votei e tenho condições de cobrar. O problema maior do voto hoje no País nem é o voto no Tiririca, por exemplo, é que ele elege outras pessoas que você não sabe quem são", afirmou.

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