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Deputado do PP propõe criação da CPI do Facebook

A rede social desativou 196 páginas e 87 contas no Brasil nesta quarta-feira, algumas delas ligadas aos coordenadores do Movimento Brasil Livre (MBL)

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

25 Julho 2018 | 16h44

BRASÍLIA - O deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), coordenador da recém-criada Frente Parlamentar Mista Brasil 200, quer propor a criação de uma "CPI do Facebook". "Vivemos em um País democrático", disse ele ao Estadão/Broadcast para justificar a decisão.

Goergen chegou a gravar e divulgar um vídeo nesta quarta-feira, 25, propondo a apuração da ação da rede social que retirou do ar páginas e contas ligadas aos coordenadores do Movimento Brasil Livre (MBL) como parte da política da empresa de combate a notícias falsas. "Isso é inaceitável. Estamos estudando a possibilidade de buscarmos assinaturas para a criação de uma CPI do Facebook", afirmou o deputado no vídeo.

Também foram alvos da ação do Facebook outras páginas como a do próprio Movimento Brasil 200, que é ligado ao ex-pré-candidato à Presidência nas eleições 2018 Flávio Rocha (PRB). De acordo com a rede social, as contas faziam parte de uma rede coordenada que usava contas falsas para disseminação de conteúdos sem deixar claro a origem da informação. O Facebook diz que desativou 196 páginas e 87 contas no Brasil.

Goergen disse que vai agendar uma reunião com os deputados da Frente na próxima semana para avaliar a situação. "Não tivemos nenhum aviso prévio e quero entender a situação para não fazer algo precipitado", disse.

O ex-presidenciável Flávio Rocha usou justamente sua página no Facebook para criticar a situação. "Conclamo a bancada do Brasil 200 no Congresso Nacional a tomar posição sobre essa arbitrariedade. Nem no tempo da ditadura se verificava tamanho absurdo", escreveu Rocha. O líder do PRB na Câmara, o deputado Celso Russomano (SP) disse ao Estadão/Broadcast que iria conversar com o partido para definir quais providências devem ser tomadas.

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