Deputado diz que só acompanhou sócia do amigo

Apesar das visitas e da distribuição de memoriais aos ministros, o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), negou ter feito lobby para favorecer o consórcio derrotado no leilão da BR-101 entre o Espírito Santo e a Bahia. Ele disse que esteve nos gabinetes apenas para atender a um amigo, o empresário e sócio Fernando Aboudib Camargo, que lhe pediu para acompanhar uma das diretoras da Caraíva Participações ao tribunal.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2012 | 03h07

"É uma questão pontual, residual, de uma gentileza com a diretora de uma empresa que é do meu Estado, é (de um) sócio meu, inclusive. (Ele) Me pediu essa gentileza de acompanhá-la e eu fiz. Não fui escondido. Fui com audiência marcada", afirmou o deputado, sem explicar, no entanto, qual foi exatamente o seu papel nas reuniões.

Alves disse que não conhecia o ministro Walton Alencar até ser recebido por ele com a representante do consórcio, na semana passada. Com Aroldo Cedraz, sustentou ter tratado de outro processo, sobre a Barragem Oiticica, obra em seu Estado.

"Não faço lobby, muito menos no TCU. O TCU é avesso a qualquer pressão política. É um órgão que não pode se permitir a isso. E eu acho que os ministros têm muita consciência disso", assegurou.

Questionado sobre a concessão da BR-101, o deputado explicou que a disputa entre os dois consórcios, travada no Tribunal de Contas da União e na Justiça, está radicalizada e que a tendência é que todo o processo seja cancelado. "Vai terminar isso aí até sendo anulado. Isso vai se arrastar na Justiça", afirmou.

Os diretores da Caraíva Participações não retornaram às ligações feitas pela reportagem do Estado. / F.F.

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