Deputado chama servidor 'exemplar' para Mesa

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), recorreu a um funcionário tido como acima de qualquer suspeita para ocupar o principal cargo de confiança na Casa, a Secretaria-Geral da Mesa.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2013 | 02h09

O peemedebista resgatou Mozart Vianna de Paiva, que ocupou a função por 20 anos, sob o comando de diversos partidos, e é tido como exemplo de funcionário público.

Com a medida, Alves espera ter um escudo eficiente para defendê-lo em qualquer decisão relativa a votações na Casa. Cabe ao secretário-geral dar embasamento técnico às decisões do presidente e da Mesa.

Respeitado pelos parlamentares, Vianna participou de algumas mudanças profundas nessa área, que influenciam até hoje no andamento da Casa. Uma delas ocorreu quando o atual vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), comandava a Câmara, em 2009, e decidiu liberar a votação de algumas matérias em sessões extraordinárias mesmo com a pauta trancada por medidas provisórias. Vianna deu o suporte técnico à decisão, que foi referendada posteriormente por uma decisão liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello.

Fora da Câmara. Vianna tinha deixado a função em fevereiro de 2011 para trabalhar no gabinete do senador Aécio Neves (PSDB-MG), um dos parlamentares que ele havia assessorado quando secretário-geral da Mesa da Câmara. Saiu do Congresso no ano passado para atuar como assessor legislativo da TV Globo. Aceitou retornar à função por sua relação próxima com Alves, um de seus mais antigos conhecidos na Casa, hoje deputado em seu 11.º mandato.

No Senado, o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) vai buscar fora do meio político um nome para tentar ajudar na missão de blindá-lo e melhorar a imagem desgastada da Casa. Cumprindo promessa de campanha, Renan vai criar a Secretaria de Transparência e procura alguém sem ligações partidárias, que seja respeitado na área e militante em assuntos ligados ao acesso à informação.

Com isso, o presidente do Senado espera reduzir as críticas à gestão peemedebista na Casa, que já se estende por mais de dez anos e vem sendo marcada pelo crescimento de gastos e escândalos sucessivos na área administrativa. / E. B.

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