Depois do PR, tucanos miram PP, de Paulo Maluf

Partido do ex-prefeito deve anunciar aliança com Serra na disputa municipal; negociações envolveram participação na Secretaria de Habitação

JULIA DUAILIBI, O Estado de S.Paulo

07 Junho 2012 | 04h21

Depois de fechar uma aliança com o PR, alvo da faxina da presidente Dilma Rousseff no ano passado, a campanha do pré-candidato do PSDB à Prefeitura, José Serra, deve agregar ao arco de alianças o PP, do deputado Paulo Maluf. A sigla também teve um ministro demitido do governo após ser alvo de denúncias.

Segundo o Estado apurou, Maluf já teria dado aos tucanos o sinal verde para a aliança. A ideia era anunciar o acordo já na semana que vem. O ex-prefeito, no entanto, disse que antes precisava conversar com PT e PMDB.

"Damos prioridade para o PSDB, mas o acordo ainda não foi fechado. Fechamos para 2014, para apoiar a reeleição de Alckmin, mas para 2012 ainda estamos analisando", afirmou o secretário-geral do PP paulista, Jesse Ribeiro, aliado de Maluf.

O ex-prefeito manteve conversas com o presidente nacional do PT, Rui Falcão, e com o PMDB, do pré-candidato a prefeito Gabriel Chalita. Também se encontrou com Serra e com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tem interesse em manter o PP na sua coligação para disputar a reeleição em 2014. O apoio do PP vale 1min35s em cada um dos dois blocos do horário eleitoral na televisão.

A entrada do PP na aliança deixa o tucano, por ora, com o maior tempo no programa eleitoral na TV, com cerca de 8min14s por bloco, segundo projeção do Estado. Serra já tem o apoio de DEM, PSD, PV e PR.

As alianças fechadas pelos candidatos têm como principal foco não as questões programáticas, mas tempo no horário eleitoral.

O pré-candidato do PT, Fernando Haddad, está em segundo lugar no ranking. Os 6min04s do petista, no entanto, dependem da oficialização do apoio do PSB e do PC do B. Para Haddad, o tempo na propaganda eleitoral é ainda mais importante, já que não é conhecido do eleitorado.

Alianças. Nesta semana, Serra anunciou aliança com o PR, partido que perdeu o Ministério dos Transportes após denúncias de corrupção. O ex-ministro Alfredo Nascimento participou da cerimônia. O acordo, porém, foi tocado pelo deputado Valdemar Costa Neto, réu no processo do mensalão, que não apareceu no anúncio da aliança.

Nas conversas com o PP, foi colocada na mesa a participação do partido na Secretaria de Habitação, controlando a Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab). O PP já participa do governo Alckmin na Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).

O PP pleiteava também a Secretaria Estadual de Habitação, administrada pelo tucano Sílvio Torres, aliado de Alckmin. A pasta tem mais autonomia para execução de projetos que a CDHU.

No acordo fechado com o PR, os principais interlocutores do lado do PSDB foram o senador Aloysio Nunes Ferreira e o prefeito Gilberto Kassab (PSD). A discussão passou pela indicação do vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR) para o Tribunal de Contas do Município (TCM).

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