Depois da prisão, subida ao altar

Cachoeira anuncia casamento ao deixar hospital

RUBENS SANTOS / GOIÂNIA, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

01 de dezembro de 2012 | 02h01

Após cinco dias de internação, o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, deixou ontem o Instituto de Neurologia de Goiânia e anunciou que em dezembro se casará com Andressa Mendonça, ex-mulher do senador goiano Wilder Morais (PTB). "Estou melhor, graças a Deus. E quero agradecer à equipe médica e a todos que oraram por mim", disse. Após Cachoeira dizer que se casará com a companheira em dezembro, Andressa afirmou aos jornalistas, referindo-se também à alta hospitalar: "Estou aliviada".

Apontado pelo Ministério Público Federal como chefe da máfia dos caça-níqueis em Goiás, Cachoeira havia sido internado no domingo com um quadro clínico de diarreia, transtorno de conduta, peso abaixo do normal e envelhecimento precoce, após 266 dias na Penitenciária da Papuda.

A alegria exibida ontem em público, no entanto, é diferente do que o contraventor aparenta em privado - segundo um interlocutor, Cachoeira diz viver "um calvário" decorrente das acusações do Ministério Público Federal. Fora isso, a mãe de Cachoeira morreu enquanto ele estava preso, e o pai está com a saúde abalada desde então.

O contraventor sabe que pode voltar à prisão e tem se queixado de dores no peito, decorrentes de uma isquemia silenciosa - obstrução das artérias do coração. "Agora, de tempos em tempos, ele terá de fazer o check-up", explicou o chefe da equipe médica que o atendeu, César Leite de Santa'Anna.

Cachoeira, que diz não ter feito exercícios físicos nos 266 dias de prisão, estaria com o que os médicos chamam de síndrome mista de estresse, em que alterna os estados de euforia e abatimento absoluto. Ontem, por exemplo, o contraventor levantou cedo, disposto a trabalhar, mas foi impedido pela equipe médica: "Ele quer recuperar o tempo perdido", disse o médico, "mas enfrenta uma síndrome mista de estresse".

Cachoeira será acompanhado de um médico psiquiatra. Para dormir, toma três medicações diferentes - o hospital não informou quais.

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