Depoimentos apontam para 'esquema institucionalizado', diz Aécio

Em coletiva de imprensa, candidato do PSDB aproveita escândalo da Petrobrás para criticar 'conjunto de ações nefastas que se incluiu na máquina brasileira'

Mariana Durão e Luciana Nunes Leal, O Estado de S. Paulo

09 de outubro de 2014 | 18h36

Atualizado às 18h56

RIO - Ao comentar as denúncias do ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, de que partidos da base do governo recebiam sistematicamente propina de empresas que tinham contratos com a estatal, o candidato do PSDB, Aécio Neves, disse que elas apontam para um esquema de "corrupção institucionalizado" envolvendo o PT.  

"Hoje o vazamento em uma delação premiada de alguém que integrava o esquema que a Polícia Federal chama de organização criminosa da Petrobrás aponta na direção de algo institucionalizado e que envolve diretamente o tesoureiro do partido político que governa o Brasil há 12 anos", disse nesta noite em entrevista coletiva no Rio de Janeiro.

Em depoimento à Polícia Federal na quarta, Costa denunciou um esquema de pagamento de propina na estatal envolvendo a diretoria de Abastecimento, empreiteiras e três partidos: PP, PT e PMDB. O ex-diretor acusou o então tesoureiro do PT, João Vaccari, de ser o responsável de distribuir propina no partido. O doleiro Alberto Youssef também citou Vaccari como um dos operadores do esquema em seu depoimento.

"Agora começa-se a compreender quais foram aqueles belos serviços prestados que constavam da carta de afastamento do diretor Paulo Roberto", disse Aécio, em referência aos agradecimentos que estavam da ata do conselho que registrou a saída do diretor da petroleira.

Antes de mesmo de ser abordado por jornalistas a respeito do tema, o tucano fez questão de manifestar seu "sentimento de indignação" em relação àquilo que fizeram com nossas empresas.  Em ataque frontal ao PT, Aécio afirmou que "o Estado tem que ter compromisso com os resultados, não com a companheirada".  

Classificando o episódio como extremamente grave, o candidato do PSDB afirmou que tem o compromisso de devolver as empresas brasileiras aos brasileiros. O primeiro passo, segundo ele, será a profissionalização das emmpresas . "Não se pode achar que é aceitável esse conjunto de ações nefastas que se incluiu na máquina brasileira", atacou. 

Tudo o que sabemos sobre:
EleiçõesAécio NevesPetrobras

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.