Reprodução Facebook ACM Neto
Reprodução Facebook ACM Neto

DEM e Centrão tentam resgatar espaço perdido

Participação no governo de Temer pode ajudar antigo PFL e partidos tradicionais como PP, PTB e PR a ganhar corpo

Igor Gadelha / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2016 | 05h00

O DEM quer aproveitar o governismo alcançado com a posse do presidente Michel Temer (PMDB) após o impeachment de Dilma Rousseff para retomar nas eleições municipais deste ano o espaço que perdeu ao longo dos 14 anos como oposição no plano federal.

O partido quer retomar a estatura que tinha antes da chegada do PT ao poder, em 2003, quando ainda se chamava PFL e chegou a ter mais de mil prefeituras. Em 2012, o partido elegeu 278 prefeitos e 3.270 vereadores. Agora, os candidatos do DEM usam a posição de aliados do governo federal para mostrar que conseguirão cumprir as promessas, mesmo em período de crise.

“À medida que o partido tem participado com ministério (da Educação, com Mendonça Filho) e com influência no governo, leva a confiança do eleitor de que o candidato tem mais condições de cumprir os compromissos”, diz o presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN).

Principais partidos médios da base aliada de Temer, PP, PSD, PTB e PR têm poucas chances de vencer nas principais capitais. Essas legendas, que compõe o Centrão na Câmara, apostam suas fichas nas pequenas e médias cidades.

O PTB tem chances de vencer só em Porto Velho (RO). No PR, a única chance de ir para o segundo turno nas capitais é com o deputado estadual Capitão Wagner, em Fortaleza (CE). A principal aposta do PSD é em João Pessoa (PB), com Luciano Cartaxo.

“Na pior das hipóteses, vamos repetir os 500 prefeitos de 2012”, diz o ministro Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia) e presidente licenciado do PSD. O PP é quem tem chance de ir para segundo turno em mais capitais: Florianópolis (SC), Campo Grande (MS) e São Luís (MG). “Nosso foco é nas pequenas e médias cidades”, diz seu presidente, o senador Ciro Nogueira (PI). 

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