Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

DEM confirma Pacheco como candidato ao governo de Minas Gerais

Em convenção na capital mineira, o deputado federal desbancou os boatos de que desistiria da candidatura

Leonardo Augusto, Especial para O Estado

05 Agosto 2018 | 15h34

BELO HORIZONTE - Sem a presença dos principais caciques nacionais do partido, o DEM anunciou neste domingo, 5, em convenção realizada na capital mineira, o deputado federal Rodrigo Pacheco como candidato ao governo de Minas Gerais. O presidente do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, não estiveram na convenção.

O partido de Pacheco se aliou ao PSDB na disputa pelo Palácio do Planalto. Em Minas, os tucanos têm o senador Antonio Anastasia como candidato ao governo do estado.

Pacheco afirmou não ter se sentido desprestigiado com a ausência das lideranças. "Até ontem estive com o presidente ACM Neto em Brasília, junto com nossos deputados federais, sobre a convenção de hoje, e na verdade nessa reta final, e em razão do projeto presidencial dos partidos, eu próprio deixei ambos à vontade em relação à essa vinda a Belo Horizonte, mas estão absolutamente comprometidos com nosso projeto em Minas Gerais", justificou o parlamentar.

Angústia. O vice-presidente do Progressistas em Minas, aliado do DEM em Minas, Luiz Fernando Faria, afirmou em discurso durante a convenção que Pacheco sofreu nesta semana um "terrorismo psicológico". "Os últimos dias foram de angústia e sofrimento para Rodrigo", disse.

Ao longo de toda a pré-campanha eram constantes rumores de que Pacheco desistiria da candidatura, e que esperaria apenas a desistência do deputado federal Rodrigo Maia (DEM) em disputar o Palácio do Planalto para abandonar a briga pelo governo de Minas e se candidatar ao Senado em coligação aliada. Rodrigo era garantia de palanque de Maia em Minas caso a candidatura do colega de chapa para o governo federal decolasse.

"Não me senti pressionado. Até porque quando me perguntam se há algum tipo de pressão, eu respondo que pressão só existe quando se rende a ela. Não me senti pressionado hora nenhuma. Obviamente a decisão do DEM de se alinhar ao PSDB no plano nacional é algo significativo e que nós temos que considerar em Minas Gerais, mas não me senti pressionado".

Segundo o deputado, o que houve foram diálogos. "A política de Minas Gerais anda muito confusa nos últimos dias. Isso especialmente com o candidato Marcio Lacerda, que teve sua candidatura frustrada", disse Pacheco. "Não sofri pressão. Obviamente que há sugestões, algum tipo de interferência que se busque fazer em relação à decisões", acrescentou.

Aceno. Com a possível saída de Lacerda da disputa em Minas, por força de acordo fechado com o PT, Pacheco disse que pretende conversar com o PDB e aliados. "Os partidos de sua base de composição vão a partir de agora se reagrupar em torno de nova candidatura. É esse diálogo que temos que estabelecer. Aqueles que queiram estabelecer uma terceira via no estado podem estar conosco".

Carros de militantes e aliados do DEM já rodam por Belo Horizonte com plotagem com a frase "nem um", em vermelho, "nem outro", em azul. Remetendo, respectivamente, ao governador Fernando Pimentel (PT), que disputa reeleição, e Anastasia Abaixo, as palavras "sou Rodrigo".

Militantes do Avante participaram da convenção do DEM. Ontem, 4, o partido oficializou apoio ao candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes. Pacheco afirmou que o comando nacional do DEM, apesar da aliança com o PSDB, liberou a realização de acordos que forem convenientes nos estados.

 

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