Delegado que investigou TJ-TO é assassinado

Edward Neves Duarte comandou operação da PF que levou ao afastamento de 4 desembargadores por suspeita de corrupção

CÉLIA BRETAS TAHAN, ESPECIAL PARA O ESTADO / PALMAS, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2012 | 02h05

O delegado Edward Neves Duarte, chefe do núcleo de Inteligência da Polícia Federal no Tocantins, foi assassinado anteontem, em Palmas (TO). Duarte foi um dos responsáveis pela Operação Maet, que afastou quatro desembargadores do Tribunal de Justiça do Tocantins, suspeitos de envolvimento na venda de sentenças e manipulação no pagamento de precatórios.

O agente federal foi atingido por dois tiros na porta de sua casa, na região central da capital tocantinense. Socorrido, ele morreu após dar entrada no Hospital Geral de Palmas.

Para a Polícia Militar, Duarte foi morto durante uma tentativa de assalto. Três suspeitos do crime foram presos e ouvidos na Superintendência da PF. A PF vai investigar se há envolvimento dos suspeitos do crime com o afastamento dos desembargadores. A princípio, porém, a PF acretida o delegado foi vítima de latrocínio.

Um revólver calibre 38, encontrado num canteiro de obras próximo à casa de Duarte, passará por perícia para constatar se é a arma do crime. O revólver pertence à Secretaria de Segurança Pública e teria sido roubada da casa de um escrivão.

A Operação Maet, realizada em 2010, resultou no afastamento dos desembargadores Willamara Leila de Almeida, então presidente do TJ-TO, José Liberato Póvoa, Carlos Souza e Amado Cilton e de servidores daquela corte.

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