Defesa repete que pagamentos foram caixa 2

"Não estamos discutindo plano de ato de ofício, o que estamos dizendo é que não existe reação de causalidade entre o recebimento do dinheiro e a votação do Congresso sobre as reformas", argumenta o advogado Marcelo Leal, que defende o deputado cassado Pedro Corrêa. "Respeito toda decisão judicial, mas os ministros devem analisar a finalidade dos recursos. O que os ministros dizem é que não importa analisar. Eu não concordo, digo que é importante porque rompe com a cadeia causal, ou seja, recebeu não para votar de acordo com os interesses do governo, mas sim para a campanha eleitoral de 2004."

O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2012 | 03h06

"O voto do relator (Joaquim Barbosa) desconsidera a destinação do dinheiro ao dizer que não é importante o que foi feito dos recursos, porque o crime de corrupção se configura no momento da solicitação da vantagem, mas na ótica da defesa, discutir a finalidade da utilização do dinheiro não é discutir o esgotamento do crime", argumenta Leal. "Houve transferência de valores não para compra de apoio parlamentar, mas para campanha política. Todas as pessoas que receberam valores da Bônus Banval foram ouvidas e confirmaram que o dinheiro foi para campanha política".

O advogado Itapuã Prestes de Messias, que defende o ex-primeiro-secretário do PTB Emerson Palmieri, reagiu à condenação. "Há uma diferença entre denunciante e denunciado. Emerson, assim como Roberto Jefferson, são denunciantes."

Messias aponta equívoco em relação aos recursos. "Estão misturando valores que fazem parte de um financiamento de campanha eleitoral com o que Jefferson intitulou de mensalão. Emerson era só um dirigente partidário, hierarquicamente subalterno. Não tinha a menor condição de exercer nenhum tipo de influência sobre parlamentares." / FAUSTO MACEDO

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