Decisão do órgão coincide com desejo do Opportunity

O Opportunity informou que recorreu ao Supremo Tribunal Federal para tentar demonstrar, entre outros pontos, que São Paulo não seria o fórum correto para a investigação. A Polícia Federal paulista, porém, acabou recusando o inquérito antes que uma decisão fosse tomada em Brasília. "Inexiste elemento indicando a consumação de eventual ilícito criminal em São Paulo", diz René Ariel Dotti, advogado do grupo Opportunity, cuja sede fica no Rio.

O Estado de S.Paulo

04 de março de 2013 | 02h07

"A manobra para incluir Daniel Dantas no relatório final da CPMI dos Correios, em 10 de abril de 2006, foi feita por congressistas, com foro privilegiado", afirmou o advogado, referindo-se à investigação parlamentar sobre o repasses ilegais ao PT e a partidos aliados no governo Lula. O relatório da CPMI, em 29 de março de 2006, reconheceu a existência do mensalão e não sugeriu o indiciamento de Daniel Dantas. "Depois de pressões de ala do PT, ele foi incluído no relatório paralelo da CPMI. Dantas e executivos do Opportunity foram espionados pela Agência Brasileira de Inteligência e instados a deixar o setor de telecomunicações atendendo a interesses de seus concorrentes", diz Dotti. O Opportunity assinala que representantes do PT também não pediram para que eventuais financiadores do mensalão fossem chamados a depor na CPMI dos Correios. "A inclusão do nome de Dantas na CPMI dos Correios está vinculada a serviços pagos por concorrentes do Opportunity", afirma o advogado.

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