Decisão abre caminho para novas punições

Integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira disseram que a cassação do mandato de Demóstenes Torres (ex-DEM, sem partido-GO) os faz crer na punição de outros políticos acusados de envolvimento com o contraventor. Além de tentar pôr um ponto final na blindagem dos deputados federais, a CPI aposta na punição do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

EUGÊNIA LOPES , FÁBIO FABRINI /BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2012 | 03h10

A expectativa é que, no relatório final, seja pedido o indiciamento do tucano pelo Ministério Público. "Não acho que o ex-senador Demóstenes será o bode expiatório (do esquema)", afirmou ontem o relator da CPI, Odair Cunha (PT-MG). Para o senador Pedro Taques (PDT-MT), a comissão precisa ouvir os deputados envolvidos com Cachoeira: "A CPI tem de tomar uma providência quanto a isso."

A propósito, a Corregedoria da Câmara enviou ontem à Comissão de Ética pedido de abertura de processo por quebra de decoro contra o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), por envolvimento com Cachoeira. Mas inocentou os deputados Sandes Júnior (PP-GO) e Rubens Otoni (PT-GO), acusados de envolvimento no esquema.

Taques não descarta a possibilidade de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos deputados. Defendeu ainda que, se for o caso, seja pedida novamente a abertura de processos de perda de mandato contra eles. A corregedoria e o Conselho de Ética da Câmara não têm, como a CPI, o poder de abrir sigilo de parlamentares.

Protógenes. Por 18 votos contrários, 1 a favor e 1 abstenção, o Conselho de Ética da Casa rejeitou processo contra o deputado Protógenes Queiroz (PC do B-SP) por suas ligações com Idalberto Matias, o Dadá, apontado pela PF como araponga do esquema de Carlos Cachoeira.

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