Debate no RS tem troca de acusações e críticas a uso das 'mães' dos candidatos

Tarso Genro (PT) acusou o rival Ivo Sartori (PMDB) de ser autoritário e sem projetos, peemedebista acusou petista de ser desrespeitoso

Lucas Azevedo, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

17 de outubro de 2014 | 13h06

 PORTO ALEGRE - O debate entre os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul, promovido pela Rede Bandeirantes, na noite desta quinta-feira, 16, foi caracterizado por troca de acusações e até discussão sobre o uso político das mães de ambos. Enquanto Tarso Genro (PT) chamava José Ivo Sartori (PMDB) de autoritário e sem projetos, o peemedebista se dirigia ao atual governador como desrespeitoso. 

No terceiro embate desse segundo turno, que teve quatro blocos e durou 1h e 30min, Tarso pregou a manutenção do que chamou de "feitos extraordinários para o RS", como a política do salário mínimo regional, e que pretende ampliar o investimento em educação, saúde e segurança, o que tem feito "muito mais do que governos anteriores". 

 Já Sartori defendeu a continuidade de ações que trouxeram conquistas ao Estado, como a criação do Conselhão (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) "e tudo o que deu certo no governo Tarso". 

O petista, por sua vez, se mostrou irritado mais de uma vez ao dizer que o adversário não possui um programa de governo e o acusou de ser dissimulado. Sartori afirmou que Tarso faz uso de "inverdades". 

Entretanto, o momento de maior tensão ocorreu no terceiro de quatro blocos, quando o peemedebista cobrou "um pouco de respeito". Ele se referia a uma brincadeira que Tarso havia feito no bloco anterior, quando disse: "Minha mãe me aconselhou que a gente não debatesse só o futuro, mas também o passado". A frase foi em referência ao uso de um depoimento da mãe de Sartori em sua propaganda política.  

"A mãe de Tarso fez bem em dar conselho. Olhar para o passado e ver que se fez coisas boas também", retrucou o peemdebista.   

No final do debate, Tarso chamou Sartori de autoritário: "Essa postura de dizer que 'meu partido é o Rio Grande' é autoritária. Se eu digo isso, eu digo que nenhum partido tem legitimidade". Diante da indignação do peemedebista, ainda disparou: " Parece aquele jogador de futebol que, quando se encosta nele, ele se atira e pede pênalti".

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