Davos quer ter Dilma e Campos no Fórum Econômico de 2014

Suíços esperam ter a petista pela primeira vez como presidente e estão interessados em ouvir governador do PSB

JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE / GENEBRA, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2013 | 02h03

O pequeno vilarejo de Davos, na Suíça, pode servir de aquecimento para o debate eleitoral sobre a economia brasileira. Nas primeiras semanas de 2014, o Fórum Econômico Mundial realiza sua reunião anual na estação de esqui da Suíça e, neste ano, os organizadores esperam contar com a participação do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), provável candidato ao Planalto, e da presidente Dilma Rousseff, ausente nos últimos três anos.

Desde que foi eleita, Dilma não participou do evento que reúne líderes políticos e econômicos do mundo. O Palácio do Planalto informou que a ida da presidente à próxima edição ainda não foi discutida, mas os organizadores do evento estão confiantes em contar com a presença da brasileira.

Na ultima década, o Brasil sempre ocupou posição de destaque no Fórum. Não era por acaso. Davos usava o País como um exemplo de um governo que conseguia ter um discurso social, sem deixar de manter os benefícios às multinacionais, aos bancos e ao capital estrangeiro. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a ganhar o premio de estadista do ano em uma das edições e inovou, no início de seu mandato, ao participar tanto de Davos quanto do Fórum Social de Porto Alegre, criado como contraponto ao evento suíço.

Dilma foi a Davos como ministra, mas não como presidente. Em 2012, o governo bancou uma festa avaliada em US$ 5 milhões para promover o País, mas sem a presença de Dilma.

Na edição de 2014, os organizadores do evento sabem que o Brasil passará por eleições e a opção foi justamente a de ampliar o convite para que Eduardo Campos possa expor suas ideias. "Sempre fizemos isso", comentou um dos organizadores ao Estado. Ele lembra que Geraldo Alckmin chegou a ser convidado quando era candidato pelo PSDB, em 2006.

Se confirmar sua ida, Campos terá na plateia a nata da economia mundial, ávida por saber o que o Brasil fará para crescer. Se Dilma for desta vez, terá os grandes empresários esperando para conhecer seus planos para um eventual segundo mandato.

Ontem, a entidade publicou seu informe anual sobre as perspectivas para 2014 e, no caso da América Latina, é justamente a questão de desigualdade social, o baixo crescimento e a educação que aparecem como os grandes desafios identificados por empresários de todo o mundo.

Para Enrique García, presidente do Global Agenda Council sobre a América Latina, a região precisa passar por uma nova fase de reformas estruturais para incrementar sua taxa de crescimento. Para ele, a saída é apostar em tecnologia.

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