'Dados de receitas e despesas das eleições são inauditáveis'

O juiz Márlon Reis, que inspirou o TSE a divulgar a prestação de contas antes do pleito, diz que é impossível verificar as prestações de contas. Ele também critica os gastos elevados.

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

06 de dezembro de 2012 | 02h02

A maioria dos saldos de campanha são zerados ou próximos de zero. Os dados são confiáveis?

O sistema de prestação de contas não é auditável. A Justiça Eleitoral não tem meios técnicos para verificar a correção dessas contas. É feita uma análise muito superficial. Se a nota fiscal tem um número de CNPJ válido, já passa, o que não significa que o conteúdo seja verdadeiro. É um sistema extremamente frágil.

O saldo tem déficit de R$ 97 milhões. Quais os efeitos disso?

A lei autoriza que as doações continuem depois da eleição. Isso estimula uma arrecadação irresponsável. O candidato que se vê na iminência de se eleger gasta mais tendo em vista que não vai ter dificuldade em obter novas doações de pessoas e empresas quando eleito.

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