Curitiba tem seu primeiro debate sem a participação do prefeito

Rafael Greca, que disputa a reeleição, alegou falta de segurança sanitária; encontro focou nos pós-pandemia

Julio Cesar Lima, especial para o ‘Estadão’, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2020 | 01h41

CURITIBA – Em um clima de tranquilidade e sem hostilidades, a pandemia e seus efeitos na educação e na economia, além de políticas para mulheres dominaram na noite de quinta-feira, 1º, o primeiro debate eleitoral para a Prefeitura de Curitiba, realizado pela Band Paraná. O atual prefeito, Rafael Greca (DEM), não participou do encontro.

Por causa do elevado número de candidaturas, 16 no total, o debate foi dividido em duas partes, sendo que na primeira edição participaram sete candidatos, a segunda parte acontecerá no próximo dia 14 de outubro.

Greca havia confirmado sua presença, mas na última semana alegou falta de segurança sanitária para não comparecer – ele chegou a ser diagnosticado com covid-19, ficou internado e recebeu alta na quarta-feira, 30.

O ex-deputado federal João Arruda (MDB) falou sobre a falta de habitação, citou números e a crise econômica. “Se antes da crise, eram 100 mil desempregados, esse número se ampliou. Isso impacta até no acesso a comida”, disse.

O deputado estadual Fernando Francischini (PSL) lembrou ter sido um dos maiores cabos eleitorais do presidente Jair Bolsonaro e falou sobre segurança. “Vamos investir em inteligência”, disse.

Já o médico João Guilherme (Novo) reforçou a política de seu partido em recusar o fundo partidário e a necessidade de implantar políticas empreendedoras na cidade.

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O professor de Direito, advogado Paulo Opuszkas (PT), defendeu os servidores públicos e disse que é preciso “melhorar a remuneração” para todos.

A estudante Camila Lanes (PCdoB) e a psicóloga Marisa Lobo (Avante) falaram sobre os moradores de ruas, sendo que Camila defendeu uma cidade inclusiva e que possa ressocializar quem tem problemas na justiça, enquanto Marisa defendeu uma cidade “com cidadãos de bem”.

O professor Renato Mocellin (PV) falou de suas propostas para sustentabilidade e a exemplo dos outros participantes não polemizou. 

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