Cúpula do PSDB afina defesa de governadores

Para Guerra, foco da CPI está em Brasília e Demóstenes foi o único atingido da oposição

EVANDRO FADEL / CURITIBA, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2012 | 03h03

O PSDB estabeleceu uma estratégia para proteger os governadores de Goiás, Marconi Perillo, e de Tocantins, José Wilson Siqueira Campos, na CPI do Cachoeira. A reunião dos governadores tucanos, ontem, em Curitiba, serviu para que o partido afinasse o discurso de defesa dos correligionários.

O presidente do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE), disse que, desde o início, o partido aprovou por unanimidade a instalação de uma CPI por convicção do "mérito, integridade e competência" de Perillo. "Entre nós não há o que esclarecer, rigorosamente tudo para nós já está esclarecido", afirmou.

Para Guerra, o único atingido da oposição foi o senador Demóstenes Torres (sem partido, ex-DEM). "O que desejamos é uma CPI limpa, aberta, uma CPI que não respeite interesses partidários e que vá buscar em qualquer lugar os esclarecimentos que precisam ser encontrados."

No encontro que reuniu na capital paranaense sete governadores do PSDB - Teotônio Vilela Filho, de Alagoas, não compareceu - Campos e Perillo voltaram a negar qualquer irregularidade em contratações de pessoal ou de empresas relacionadas ao contraventor Carlinhos Cachoeira.

"Nunca recebi qualquer indicação do senhor Carlos Cachoeira para qualquer cargo do governo", afirmou o governador goiano, destacando que mandou apurar as denúncias e os assessores que tiveram os nomes citados na investigação da Polícia Federal já deixaram o governo.

"Tenho certeza de que ao final restará provada a inocência de cada um deles", afirmou.

Fortuito. Campos admitiu um encontro fortuito com o contraventor. "Nunca mais tive contato, não tenho relacionamento", observou. "O relacionamento dessa figura, que hoje tem projeção nacional, não é comigo nem com os meus partidários, é com os nossos adversários."

Guerra disse que o PT e o governo criaram nos últimos anos manobras para impedir o funcionamento de CPIs. Para ele, "o governo apoiou a CPI sem saber o que estava fazendo". "Viram esse negócio de Goiás, pensaram que era por aí e não era. O negócio foi para Brasília e vai para outros lugares."

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