WILTON JUNIOR/ESTADAO
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Bolsonaro define superministério da Economia e fusão da Agricultura com Meio Ambiente

Novo Ministério da Economia reunirá as atuais pastas da Fazenda, Planejamento, Indústria e Comércio

Constança Rezende, Renata Bastista e Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

30 Outubro 2018 | 17h11
Atualizado 31 Outubro 2018 | 12h46

O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), indicado como chefe da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro (PSL), confirmou, nesta terça-feira, 30, que o novo gabinete terá entre 15 e 16 ministérios. Após uma reunião da cúpula de Bolsonaro na casa do empresário Paulo Marinho, Onyx também anunciou a fusão dos ministérios do Meio Ambiente com o da Agricultura. Já o novo Ministério da Economia reunirá as atuais pastas da Fazenda, Planejamento, Indústria e Comércio. 

A questão estava sendo reavaliada por Bolsonaro durante a campanha. "O presidente não recuou em nada. Ele sempre disse que, assim como tem experiência em alguns Estados, como Mato Grosso, Agricultura e Meio Ambiente ficarão juntos”, disse Lorenzoni. A fusão desses dois ministérios já havia, de fato, sido anunciada durante a campanha. No entanto, Bolsonaro cogitou recuar e manter as pastas separadas. Agora prevaleceu a ideia inicial, como afirmou Lorenzoni.

Sobre o relato, o governo do Mato Grosso entrou em contato com o Estado, contestando a informação dada por Onyx, e disse que ambiente e agricultura sempre tiveram pastas separadas. No estado existem a Sema (Secretaria de Meio Ambiente), que virou uma secretaria em 2005 na gestão Blairo Maggi, e a Secretaria de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários.

É provável que Onyx tenha se confundido com o Mato Grosso do Sul, onde existe uma Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), à qual é vinculada o Instituto de Meio Ambiente do MS (Imasul).

Um dos ministros já anunciados, o economista Paulo Guedes, comentou a proposta de criação de um superministério da Economia. “No programa, os três já estavam juntos”, disse o economista.

Braço direito de Bolsonaro, o ex-presidente do PSL, Gustavo Bebianno, disse que as conversas do núcleo do novo governo não chegaram às  indicações para estatais. Ele disse que houve um significativo avanço, em torno de 80% dos ministérios na reunião desta terça.

"Hoje, já foram decididos alguns dos nomes (ministérios). Por uma questão estratégica, nós vamos divulgar os nomes um pouquinho mais para frente”, completou.

Onyx também resaltou que este será um governo "de absoluta união" e irá trabalhar em sintonia. O deputado informou que Bolsonaro deve ir na próxima terça-feira a Brasília para começar a transição. "O presidente já tem uma lista de nomes (de ministros) e está fazendo a definição final. Acredito que nos próximos dias, Bolsonaro deva liberar mais alguns nomes. Na segunda-feira, o presidente, depois de tomar decisão, vai nos permitir divulgar toda a estrutura" declarou.

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