Cunha Lima toma posse hoje no Senado

Toma posse hoje no Senado o primeiro dos três senadores eleitos no ano passado e barrados pela Lei da Ficha Limpa na hora de assumir os mandatos. Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) chega ao Congresso à véspera do julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da validade da lei para as eleições municipais de 2012.

CHRISTIANE SAMARCO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

08 de novembro de 2011 | 03h05

Dias atrás, o STF também determinou a diplomação imediata de João Capiberibe (PSB), outro considerado inelegível pelos critérios da Ficha Limpa. Com isso, Wilson Santiago (PB) e Gilvan Borges (AP) serão despejados do Senado - ambos peemedebistas do grupo do líder Renan Calheiros (AL) e do presidente da Casa, José Sarney (AP).

Isso ameaça alterar a correlação interna de forças. É que Renan e Sarney já assumiram o comando da bancada este ano sob contestação de um grupo de seis novatos. Somadas a eles as dissidências permanentes de Jarbas Vasconcelos (PE) e Pedro Simon (RS), esse grupo ficou conhecido como o G8 do Senado.

Na contabilidade política dos partidos, quem agrega força com a posse de Cunha Lima é Aécio Neves (PSDB-MG). Na linha de Aécio, Cássio chega entoando o discurso de que o partido não pode reproduzir, nacionalmente, a divisão interna de São Paulo.

"O que farei de forma modesta é tentar mostrar que, para sermos um partido verdadeiramente nacional, precisamos sair do conflito paulista", antecipa o senador. Ele se diz convencido de que o grande confronto PSDB versus PT, que pauta a política paulista, não é verdadeiro para todo o País e propõe ao tucanato que amplie as alianças.

Como o PSDB mineiro, o paraibano também tem parcerias com dissidentes do PT, com o PSB, o PDT e o PTB. "São Paulo é importantíssimo e terá peso decisivo, mas existe outra metade do Brasil com realidade e visão diferentes sobre alianças", diz Cássio.

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