Cumbica enfrenta nova operação-padrão; INSS tem fila e cancelamento

Quem for pegar avião hoje no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, precisará de paciência. Agentes da Polícia Federal que estão em greve desde a semana passada prometem trabalhar em operação-padrão - que consiste em intensificar a fiscalização de documentos e bagagens de passageiros - a partir das 16h30. Por causa disso, a PF recomenda chegar, nos voos domésticos, com até duas horas de antecedência. O normal, no caso, é estar no aeroporto uma hora antes da partida.

O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2012 | 03h08

Os moradores da capital também foram prejudicados ontem por outra greve, a dos funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que fizeram paralisação de 24 horas. Quem foi às agências pela manhã enfrentou fila ou portões fechados. Esse foi o caso Maria Aparecida Barros da Rocha. Ela teve de voltar para casa sem fazer a perícia médica agendada num posto na região central. "Estou com depressão. Tenho medo até de sair de casa. Só vim até aqui porque era obrigada", contou.

A agência foi uma das 23 de São Paulo que aderiram total ou parcialmente à paralisação dos servidores, que reivindicam reajuste salarial de 22,08%. Em todo o Estado, 65 postos e gerências, num total de 215, aderiram ao movimento, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo (Sinsprev-SP). Esses números divergem, no entanto, dos levantados pelo INSS. Segundo o órgão, o atendimento foi afetado em apenas 20% das agências espalhadas pelo Estado.

Outro problema causado pela greve dos servidores federais é que, em breve, começarão a faltar reagentes e produtos usados por laboratórios de análises clínicas em exames. Os materiais estão retidos em portos brasileiros por conta da paralisação de funcionários da Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Receita Federal.

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