Cruvinel nega tentativa de ficar no cargo

A presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), jornalista Tereza Cruvinel, divulgou nota ontem negando que tenha tentado permanecer no cargo.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2011 | 03h05

Cruvinel, cujo mandato se encerra amanhã, nega também que sua substituição seja resultado da desaprovação de sua gestão pelo governo. No início do mês, a jornalista se encontrou com a presidente Dilma Rousseff para lhe comunicar a intenção de deixar a função e, segundo afirmou em nota, recebeu convite para permanecer no cargo.

Tereza lembra que, na quinta-feira passada, apresentou balanço público de seus quatro anos de mandato. "Em nenhum momento, pairou dúvida sobre o fato de que eu estava anunciando o encerramento de uma gestão."

Ela ressalta que nessa prestação de contas se destacou a criação da TV Pública em âmbito nacional, "a articulação de uma rede pública de televisão, a implantação de uma sólida e consistente infraestrutura de produção e transmissão, de última geração", além da "produção e difusão de conteúdos diferenciados e complementares". "Não procedem afirmações de que tentei permanecer no cargo por mais quatro anos e de que o governo, desaprovando nossa gestão, resolveu me substituir. Desafio quem possa declarar que ouviu apelo meu neste sentido."

Mudança. Cruvinel será substituída pelo ex-secretário de Imprensa da Presidência Nelson Breve no comando da EBC. Embora seja empresa pública, criada no governo Luiz Inácio Lula da Silva em substituição à Radiobrás, a EBC é mantida com verbas federais - o orçamento deste anos é de R$ 450 milhões.

A escolha de Breve se deu após intensa disputa nos bastidores do governo. Uma parte pedia a recondução de Cruvinel e outra, tendo à frente o ex-ministro Franklin Martins (Comunicação Social), defendia Breve.

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