Crivella defende parceria com setor privado e governo estadual

Candidato do PRB à prefeitura do Rio participa de sabatina promovida pelo 'Grupo Estado'; acompanhe ao vivo

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

21 de agosto de 2008 | 11h52

À frente das pesquisas entre o eleitorado carioca, o senador Marcelo Crivella (PRB) abriu nesta quinta-feira, 21, a série de sabatinas com candidatos a prefeito do Rio e de São Paulo, promovida pelo Grupo Estado. No evento, o candidato à prefeitura do Rio disse que pretende governar a cidade com "alma política" por acreditar que faltou paciência aos líderes anteriores para solucionar questões críticas, como o transporte na capital fluminense. E disse que neste setor pretende contar com parceria do setor privado para colocar seus projetos em execução. Crivella defendeu ainda parcerias com os governos federal e estadual. O governador do Estado, Sérgio Cabral, é cabo eleitoral do adversário de Civella, o candidato do PMDB, Eduardo Paes.  Veja também:Especial: Perfil de Marcelo Crivella  Brasil deveria se orgulhar de ter Duda Mendonça, diz Crivellaestadao.com.br estréia projeto Vereador Digital  Exército não é responsável por mortes de jovens, diz CrivellaCrivella deve entrar na briga por royalties do petróleo Na área de saúde, ele citou a proposta de ampliação do programa federal de saúde de família no município do Rio. De acordo com ele, apenas o programa cobre 70% da população de Niterói e "só cinco insuficientes e vergonhosos pontos percentuais" no Rio, o que teria contribuído para a crise da dengue na cidade. Para a área da habitação, ele diz que pretende deter o "processo de favelização" do Rio, com subsídios estatais, inclusive federais, para construir 100 mil residências em terrenos federais. Os projetos seriam feitos em parceria com o setor privado, especialmente o Sindicato de Construção Civil do Rio de Janeiro (Sinduscon) que já tem propostas nesse sentido. De acordo com ele, a Prefeitura iria precisar de R$ 1,3 bilhão para isso. "Isso é quase o que gastamos com a Cidade da Música", disse ele, que criticou a iniciativa do obra na Barra da Tijuca, projeto do atual prefeito Cesar Maia (DEM). "Não vou construir monumentos. Vou tratar do povo", disse. Na área de educação, o candidato frisou que pretende mudar o sistema de avaliação, melhorar a merenda escolar e entende que a Prefeitura deve dar uniforme completo para os estudantes. As roupas para os estudantes seriam feitas em comunidades carentes. Na segurança, pretende que a Guarda Municipal atue menos administrativamente e mais em pequenas causas, para "aliviar a carga da polícia". Os candidatos respondem a perguntas dos jornais O Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde, da Agência Estado e da Rádio Eldorado. Os eventos estão sendo transmitidos ao vivo pela internet, na TV Estadão. No Rio, as sabatinas estão sendo realizadas na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Em São Paulo, as sabatinas serão realizadas no auditório do Grupo Estado, em São Paulo, sempre das 11h às 13h.  Horário eleitoral Na estréia do programa eleitoral, na última quarta, Crivella foi o único a tocar em um ponto fraco da campanha. O ex-bispo da Igreja Universal do Reino de Deus garantiu que não mistura "religião com política". No rádio, reconheceu que sua candidatura "gera algumas inquietações naturais". Aos ouvintes, Crivella disse ter se inspirado no presidente Lula ao redigir uma carta-compromisso para os eleitores e garantiu: "Não serei de forma alguma o prefeito de uma denominação religiosa, mas sim de todas as crenças, de todos os cariocas".  O candidato disse ter "em comum" com Lula "a preocupação em fazer pelo povo mais pobre". No programa da noite, anunciou que, se eleito, pretende fazer parcerias também com o governador Cabral, por quem disse ter grande amizade. O governador é cabo eleitoral do candidato do PMDB, Eduardo Paes. Crivella gravou o programa em sua própria casa, cercado pela família.  Crivella tem em sua campanha o marqueteiro Duda Mendonça, que volta à propaganda política depois de um período de reclusão, motivado pelo escândalo do mensalão, em que confessou receber dinheiro de caixa 2 do publicitário Marcos Valério, que distribuiu recursos ilegais para candidatos do PT e de outros partidos da base governista.  Impedido pela Justiça Eleitoral de usar imagens e declarações do presidente Lula, que só pode defender candidaturas de seu partido, o PT, Crivella, que tem apenas 1 minuto e 51 segundos em cada um dos dois blocos diários, além das inserções, fará referências à proximidade com o petista e lembrará que foi vice-líder do governo no Senado. O vice-presidente José Alencar também lembrará a ligação de Crivella com Lula. Sabatina Nesta sexta, será a vez do candidato petista à prefeitura do Rio, Alessandro Molon. Os demais serão sabatinados semana que vem: Eduardo Paes (PMDB), Fernando Gabeira (PV), Solange Amaral (DEM), Chico Alencar (PSOL) e Jandira Feghali (PC do B). Em São Paulo, do dia 1º ao dia 5, participam Marta Suplicy (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Gilberto Kassab (DEM), Paulo Maluf (PP) e Soninha Francine (PPS). Ivan Valente será sabatinado no dia 8.

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