Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Crivella critica pesquisas eleitorais e diz que quer apoio de políticos conservadores e evangélicos

Canditato a reeleição no Rio, Marcelo Crivella espera um novo apoio do presidente no segundo turno e disse que "Bolsonaro engrandece, enobrece, dignifica nossa campanha"

Marcio Dolzan, O Estado de S. Paulo

16 de novembro de 2020 | 12h10

RIO - Segundo colocado no primeiro turno, com 21,9% dos votos, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), fez críticas aos institutos de pesquisa nesta segunda-feira, 16, e sugeriu que a juíza Regina Chuquer, responsável pela 23ª zona eleitoral do Rio e pela 6ª Vara da Fazenda Pública, persegue ele e sua administração. Ele declarou ainda que irá atrás de apoio de candidatos "conservadores, de direita e evangélicos". 

As declarações dominaram os mais de 50 minutos de discurso do prefeito aos jornalistas. O atual prefeito passou a maior parte do tempo criticando as gestões de Eduardo Paes - as quais classificou como "a mais corrupta da história do Rio de Janeiro. Crivella ainda afirmou que os donos dos institutos de pesquisa "têm preferências".

"As pesquisas estavam tendenciosas. Eu sempre com 10%, 12%, mas aí na hora da eleição dá 20%. Margem de erro de 10%! Margem de erro de 10%, caramba!", ironizou. "Pelo amor de Deus, isso aí é um escândalo."

Na sequência, citou a juíza eleitoral. "A nossa querida juíza eu já conheço. Sou prefeito, eu perdi 18 vezes com ela na (concessionária) Lamsa", declarou Crivella, citando decisões de Regina Chuquer contra a encampação da Linha Amarela, que era administrada pela concessionária. "As cinco horas da manhã ela me deu uma multa, que eu tinha que pagar R$ 50 mil por dia!"

 Crivella também agradeceu ao apoio do presidente Jair Bolsonaro, que apesar de votar no Rio na manhã de domingo não se encontrou com ele. O atual prefeito disse que gostaria de contar novamente com o apoio no segundo turno. "Bolsonaro engrandece, enobrece, dignifica nossa campanha", sustentou.

Sobre alianças, Marcelo Crivella afirmou que irá buscá-las "entre os conservadores, de direita e evangélicos". Ele espera contar com declaração de voto de Luiz Lima (PSL), que somou 7% no primeiro turno, e levar pelo menos parte dos votos de Martha Rocha, em especial do eleitorado evangélico. "A mensagem que passarei a eles é: não roubarás", afirmou o prefeito, que é bispo licenciado da Igreja Universal.

O Estadão pediu posicionamento ao Tribunal de Justiça do Rio sobre as declarações de Crivella contra a juíza Regina Chuquer e aguarda retorno.

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