Crise econômica atrasa compra de caças, diz Amorim

O ministro da Defesa, Celso Amorim, afirmou que a desaceleração econômica tem atrasado a decisão do governo de adquirir uma nova geração de jatos de combate. "O projeto não está sendo abandonado. Haverá decisão no tempo certo. Mas prefiro não dar uma data", disse o ministro em entrevista ao jornal The Wall Street Journal. "A economia está menos favorável que o esperado e exige cuidado."

O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2012 | 03h08

Três competidores estão na disputa para fornecer os caças para o Brasil: a sueca Saab, com o modelo Gripen NG; a norte-americana Boeing, com seu F/A-18 Super Hornet, e a francesa Dassault Aviation, com o Rafale. O governo brasileiro enviou uma carta para as empresas em junho, pedindo que suas propostas fossem estendidas até dezembro. Segundo o governo, essa é uma prática comum, se não há decisão. "Não estou em conversações com nenhuma companhia no momento, o que não exclui a possibilidade de eu receber alguém aqui", disse.

"Não diria que nenhuma companhia é favorita. A questão mais importante é quando nós vamos fazê-lo e, então, analisaremos novamente as propostas e resolver isso de acordo com as possibilidades do País", explicou.

Ele disse ainda que preço, qualidade e transferência de tecnologia são os três principais elementos, "mas o peso específico que será dado a cada um ainda não tive a chance de discutir a fundo".

Amorim afirmou ainda que quer elevar o orçamento da Defesa para 2% do PIB, o que traria o Brasil para mais perto dos níveis de China, Rússia e Índia. "É meu objetivo. Não é um programa de governo aprovado. É algo que eu considero razoável."

Segundo o ministro, os gastos com defesa podem ser uma maneira eficiente de criar e manter empregos durante a atual desaceleração econômica, além de fornecer incentivos para avanços tecnológicos. / ÁLVARO CAMPOS, AGÊNCIA ESTADO

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