Crimes eleitorais em Goiás incluem até roubo de urna

Apesar do clima de aparente tranqüilidade, as eleições municipais em Goiás foram marcadas por uma série de crimes eleitorais nas votações da manhã de hoje. As infrações mais comuns foram aliciamento de eleitor, boca-de-urna, transporte irregular de eleitores. Em Goiânia, maior colégio eleitoral do Estado, até uma urna eletrônica foi roubada, no bairro Capuava, região nordeste da cidade, por quatro rapazes.Em Iaciara, por exemplo, uma eleitora foi presa quando votava em lugar de sua irmã. Em Guapó, a 20 quilômetros de Goiânia, o candidato à prefeitura, Luís Juvêncio de Oliveira, foi preso quando distribuía vale-abastecimento, em valores entre R$ 20 e R$ 80 para cerca de 80 pessoas, dentro dos veículos no posto de gasolina. "Não comprei o voto de ninguém",defendeu-se Oliveira ao ser preso em flagrante pela Policia Civil.Em Catalão, cidade que tem o terceiro maior Produto Interno Bruto (PIB) entre os 246 municípios goianos, ocorreram conflitos graves envolvendo denúncias de compra de votos, segundo o PMDB local. A eleitora Luziane Alves da Mota, que foi presa quando votava em lugar de sua irmã, Floraci Alves da Mota, em Iaciara, tentou justificar a atitude dizendo que a irmã "está internada".Em Goiânia, além da urna roubada, as urnas das seções 198 e 199, na escola Trajano de Sá, travaram às 9 horas e até as 15 horas não haviam sido liberadas. O maior problema, porém, é que os mesários não sabiam como fazer a votação manual, o que provocou a formação de filas, irritação e protestos dos eleitores.

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