Criadores mantêm esperança e podem apelar ao Supremo

Parlamentares que trabalham pela criação da Rede Sustentabilidade dizem acreditar que o plenário do TSE poderá decidir a favor da criação do partido, mas já preparam um recurso ao Supremo Tribunal Federal caso a Justiça Eleitoral negue o registro.

Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2013 | 02h16

Se der aval à Rede, a maioria do tribunal vai contrariar parecer do vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão.

Segundo o deputado Domingos Dutra (PT-MA), da Executiva Nacional provisória da sigla, a manifestação contra a criação da Rede por parte do Ministério Público Eleitoral já era esperada. "Não foi surpresa para nenhum de nós. Mas quem vai julgar são os ministros (do TSE). O Ministério Público só opina."

Essa foi a mesma reação do deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), também integrante da coordenação da sigla. "Agora é manter a calma e aguardar", afirmou. O julgamento do pedido de criação da Rede está marcado para amanhã. Para poder disputar as eleições em 2014, a Rede tem de conseguir o registro até sábado.

O deputado Walter Feldman (PSDB-SP), também da Executiva provisória, lembra que Aragão se posicionou contrário ao Solidariedade e, mesmo assim, o partido recebeu o aval do TSE na semana passada. Para o vice-procurador-geral, havia indícios de irregularidades na obtenção de assinaturas de apoio à criação do partido articulado pelo deputado Paulinho da Força (SP).

Segundo o vereador de São Paulo Ricardo Young (PPS), que também atua pela nova legenda, o Ministério Público se apegou a uma "questão formal" e não levou em conta a legitimidade que a Rede demonstrou nos últimos meses.

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