Crescimento se sustentou com verba federal

Entre 2007, primeiro ano do governo de Eduardo Campos (PSB), e 2012, Pernambuco recebeu R$ 7,3 bilhões em investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento, por meio do Orçamento Geral da União - sem incluir as inversões feitas pelas estatais. Em 2007, os investimentos do PAC no Estado somavam R$ 909 milhões. Em 2012, chegaram a R$ 2,2 bilhões. As aplicações são apontadas por economistas como uma das razsões do crescimento econômico do Estado nos últimos anos.

O Estado de S.Paulo

17 de março de 2013 | 02h07

De acordo com dados do Ministério do Planejamento, além desses recursos, a Petrobrás investiu R$ 24,8 bilhões nos últimos dois anos em Pernambuco. O maior investimento da estatal ocorreu em 2012, quando alcançou R$ 13,4 bilhões - a empresa é responsável pela construção da refinaria Abreu e Lima, no Estado. As principais decisões de investimentos em infraestrutura foram tomadas no governo do ex-presidente Lula, que via o desenvolvimento da região como estratégico do ponto de vista político.

No domingo passado, o Estado revelou que o volume de transferências voluntárias feitas pelo governo federal para Pernambuco, no entanto, caiu no governo Dilma Rousseff em relação à gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, segundo dados divulgados anualmente pela Secretaria do Tesouro Nacional. O valor abrange recursos obtidos por meio de convênios ou acordos, segundo a definição da STN, mediante solicitação dos Estados, e não inclui os investimentos feitos pelo PAC.

Ao longo dos anos, Pernambuco perdeu espaço na distribuição dos recursos do PAC provenientes do Orçamento da União. Entre 2007 e 2010, durante o governo Lula, o porcentual destinado ao Estado foi de 4,49% - dos R$ 89,8 bilhões investidos pelo programa no período, foram aplicados R$ 4,035 bilhões no Estado. Na gestão Dilma, os investimentos do PAC em Pernambuco caíram para 3,74% do total - dos R$ 89,3 bilhões gastos pelo programa, R$ 3,338 bilhões foram aplicados no Estado. Apenas em 2012 a participação de Pernambuco no total aumentou para 4,22%.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.