'Crescimento do PSB não será barrado', afirma Campos

Governador se reúne com Dilma e discute papel do partido em 2014; para ele, sigla tem espaço na base ou em projeto próprio

RAFAEL MORAES MOURA , TÂNIA MONTEIRO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2013 | 02h04

Após um encontro de duas horas com a presidente Dilma Rousseff, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, deixou na noite de ontem o Palácio do Planalto afirmando que o PSB não será "barrado" em seu projeto de crescimento. "O PSB cresceu. Cresceu em 2006, em 2010, em 2012. E esse crescimento do PSB não será barrado."

Presidente nacional da legenda, Campos considera que o PSB, pelo seu tamanho e desempenho eleitoral, tem espaço, seja integrando a base da presidente Dilma, seja em um projeto próprio.

Ele, porém, mais uma vez evitou falar sobre a possibilidade de sair candidato à Presidência em 2014. Mas não negou que isso possa acontecer. "A gente não precisa eleitoralizar o debate político nesse instante."

A conversa entre Dilma e Campos foi agendada na semana passada, quando a presidente recebeu o governador pernambucano, na Base Naval de Aratu, na Bahia, onde passava férias.

O governo e o PT estão preocupados com as movimentações de Campos e de aliados do PSB. Correligionários do governador, por sua vez, avaliam que o Planalto já deu mostras de que o PMDB é o aliado preferencial e que não terão espaço para crescer nesta aliança. Veladamente, o PSB sugere que poderá desembarcar do governo em 2014. Para 2013, no entanto, todo o discurso é de apoio ao governo Dilma. "Não interessa ao País começar a montar palanque já em janeiro deste ano", disse Campos, reiterando que o partido vai ajudar a presidente a enfrentar os problemas da economia em 2013.

Na conversa, conforme o governador, Dilma mostrou-se convencida de que a economia crescerá mais este ano. "E nós vamos ajudar a presidente Dilma a vencer o ano de 2013", disse o governador, para quem "é muito complicado fazer uma autoanálise sobre 14 (2014)". "A gente não precisa eleitoralizar o debate político nesse instante", insistiu.

Câmara. Segundo o governador, a candidatura de Júlio Delgado (PSB-MG), à presidência Câmara dos Deputados, em oposição a Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) - apoiado pelo Planalto -, é uma prerrogativa do deputado e está sendo defendida pela bancada do partido.

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