CPI ouvirá 'ponte' entre governador e Cachoeira

A Comissão Parlamentar de Inquérito do Cachoeira volta a fechar o cerco em torno das relações do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), com o contraventor Carlinhos Cachoeira. Na semana que vem, oa CPI ouvirá o depoimento do ex-presidente do Detran de Goiás Edivaldo Cardoso. A expectativa é que os vínculos de Marconi com Cachoeira fiquem mais claros.

O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2012 | 03h02

Na Operação Monte Carlo, a Polícia Federal interceptou conversa telefônica, em 2 de março de 2011, que revela Cachoeira cobrando de Cardoso a fatura pelo apoio à eleição do governador tucano. Os dois discutem a partilha de verba publicitária de R$ 1,6 milhão do departamento de trânsito. Depois das denúncias, Cardoso pediu exoneração do cargo. À CPI, Perillo afirmou que ele foi para seu governo por indicação do PT do B.

Para o relator da CPI, Odair Cunha (PT-MG), os depoimentos, esta semana, do jornalista Luiz Carlos Bordoni e do arquiteto Alexandre Milhomem evidenciam o envolvimento de Perillo com o contraventor. Bordoni confessou ter recebido do governador R$ 40 mil em espécie, em junho de 2010. Seria a primeira parcela de um total de R$ 170 mil pagos para o jornalista fazer sua campanha de rádio ao governo goiano. A maior parte desse pagamento - R$ 140 mil - veio de caixa dois e de "laranjas" de Cachoeira.

A CPI pretende aprovar na semana que vem a convocação do empresário Fernando Cavendish, principal acionista da Delta Construções. Para evitar a convocação do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antônio Pagot, os aliados ameaçam com um convite ao ex-diretor da Dersa Paulo Vieira da Silva, acusado de fazer caixa 2 para o PSDB./E. L

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