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CPI e mensalão viram temas do 1º de Maio

Além da pauta de reivindicações trabalhistas, as comemorações do 1.º de Maio deste ano serão marcadas por temas políticos. Na festa que realiza no Vale do Anhangabaú, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) - maior do País - vai cobrar do Congresso a apuração das denúncias que apareceram na CPI do Cachoeira, envolvendo as relações entre políticos e o contraventor Carlinhos Cachoeira.

LUCAS DE ABREU MAIA, ROLDÃO ARRUDA, O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2012 | 03h04

"É preciso deixar claro para a sociedade os mecanismos de uso do poder econômico e político, em vários setores, para beneficiar pessoas e empresas", diz o presidente da CUT, Artur Henrique. "Isso ajudará a criar um clima mais favorável para uma futura reforma política."

Alinhada com o PT, a CUT também deve atacar o tema do julgamento do mensalão do STF. "Queremos um julgamento justo, de acordo com as provas que estão nos autos", disse Henrique.

Apesar de cobranças pontuais, a CUT deve celebrar o 1.º de Maio alinhada com o governo Dilma Rousseff. O mesmo ocorre com a Força Sindical, segunda maior central, que realiza sua festa na Praça Campo de Bagatelle.

Uma das razões é a nomeação, anunciada ontem, do deputado federal Brizola Neto para o cargo de ministro do Trabalho. Ele é filiado ao PDT, o mesmo partido do presidente da Força, o também deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força.

Juros. Também participam da festa na Praça Campo de Bagatelle as outras quatro centrais sindicais existentes no País. Para se aproximar, elas adotaram um tema comum, a política econômica da presidente Dilma Rousseff.

Os líderes sindicais vão cobrar uma redução mais acelerada da taxa de juros, como forma de estimular o crescimento econômico e a criação de empregos. Segundo o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, é preciso estancar a desindustrialização.

O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, deve comparecer às duas festas. O pré-candidato José Serra (PSDB) é esperado no evento da Força, juntamente com o governador Geraldo Alckmin. O ex-ministro Fernando Haddad, pré-candidato do PT, anunciou que pretende ir aos dois eventos.

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